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Scot Consultoria

Integração Lavoura, Pecuária e Floresta - “O capeta mora nos detalhes”


Quarta-feira, 6 de junho de 2018 - 09h00

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por William Marchió

Médico veterinário pela UNESP – campus de Jaboticabal, especialização em produção animal pela UFLA e atual Diretor Executivo na Rede de Fomento à Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF - Embrapa).


Foto: William Marchió - Sistema Integração Pecuária e Floresta, Faz. Santa Brigida Ipamerí-GO.


O sucesso na adoção de tecnologias inovadoras está alicerçado na eficiência operacional aplicada em cada atividade.


Na adoção da ILPF a situação não é diferente, inclusive se tornam críticas as operações, principalmente em função da dinâmica de sucessivas atividades em uma mesma área em que todas necessitam de excelência em sua condução.


A sucessão de erros em um processo produtivo integrado, nos leva a uma série de problemas em cadeia, que no final nos trará um resultado abaixo das expectativas. Por isso é fundamental a eficiência operacional em cada atividade exercida.


Um exemplo disso, tivemos a oportunidade de acompanhar a implantação de ILP em uma propriedade que iniciou com o plantio de 250 hectares com soja em uma área de pastagens degradadas.


Eles realizaram todas as correções necessárias no solo, o plantio e acompanhamento foram adequados, porém, na colheita a contração de um terceiro, que atrasou 15 dias, fez com que parte da produção se perdesse, pois, as vagens abriram.

O grave ainda não foi isso, o plantio do milho de segunda safra em consórcio com a braquiária ruziziensis atrasou 20 dias. O menor regime de chuvas também não ajudou e impediu o adequado desenvolvimento da planta, a braquiária competiu com o milho por humidade, e o controle de lagartas ficou prejudicado.


Enfim, devido a um atraso inicial, as operações subsequentes foram prejudicadas e o resultado do milho e da ruziziensis não foram satisfatórios.



Foto: William Marchió – À esquerda - Negligência na condução das operações levando a um “desastre” no consórcio, ruziziensis competindo com o milho.  À direita - Desafios no controle de pragas da cultura de milho, infestação de Spodoptera frugiperda, lagarta do cartucho do milho.


Por isso, quando estamos dispostos a implementar uma atividade diferente da qual estamos acostumados, ou cujo grau de complexidade é maior da qual executamos rotineiramente, é fundamental a adequação da equipe.


Buscar profissionais com experiência no dia a dia destas diferentes atividades integradas fará diferença nos resultados. A colocação de técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, veterinários, zootecnistas com prática com estes sistemas produtivos, irá garantir menor risco.


Esta série de fatos, demonstram o quanto ainda temos de espaço para evoluir tecnologicamente em nossos sistemas produtivos. Este amplo limiar tecnológico tolerado por nossa pecuária, ainda impede o aprimoramento de nossos sistemas produtivos.


Um conforto é o seguinte: temos uma enorme oportunidade de crescimento de nossa produtividade utilizando sistemas integrados de produção.


Quando traçamos um paralelo entre produtores eficientes e produtores ineficientes, podemos observar que muito do resultado estará baseado nos detalhes, na constante busca pela eficiência operacional em cada ato do dia a dia das atividades agropecuárias.


Nestes detalhes da condução da implantação e do monitoramento dos sistemas ILPF é que residem os resultados.


A eficiência operacional consiste em estabelecer parâmetros de eficiência para cada ação e as metas a serem buscadas de forma eficiente.


É importante cuidar de todas as etapas como se fossem únicas, desde a correta amostragem e interpretação da análise de solo, a recomendação de correção e adubação destes solos, o estudo das médias climáticas com a pluviosidade média dos anos anteriores, a análise do PRNT (Poder Relativo de Neutralização Total) do calcário a se utilizar, até a avaliação do equipamento e da distribuição do calcário evitando a deriva.


Além também da escolha da variedade de soja adequada à região e ao ciclo de produção que se queira implementar, a escolha da variedade de milho, a escolha da variedade e da qualidade da semente de capim.


É crucial avaliar se esta semente será incrustada ou não, se o peso da incrustação será descontado do cálculo de quilogramas por hectare a ser distribuído de sementes, além também do vigor e viabilidade desta semente.


Outros pontos que demandam atenção: qual a plantadeira de soja e milho serão utilizados, se será plantio com botinha ou com disco de corte, como será semeado o capim em consórcio, com terceira caixa de braquiária ou com moto semeadora, se vamos plantar milho com 50cm entre linhas, se vamos utilizar herbicida em subdoses, etc.. 


Enfim, em alguns parágrafos enumeramos vários detalhes que determinarão o sucesso ou fracasso de um sistema integrado de produção. Se pegarmos cada operação destas elencadas, podemos destrincha-las em sub-operações que também possuem detalhes a serem observados.


Apenas para deixarmos claro que, ao decidirmos por implementar um Sistema Integrado de Produção Agropecuária, o principal insumo do sucesso será conhecimento.


Assim, quando olharmos para fazendas integradas sabemos que por trás de um cenário como este, muito se aplicou de tecnologia, conhecimento e atitude das pessoas que ali atuaram.


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