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Em ago/17, a produção industrial retraiu 0,8% na passagem do mês, influenciada principalmente pela queda na produção de alimentos


Segunda-feira, 9 de outubro de 2017 - 13h40

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por Parallaxis

Parallaxis Consultoria - informações sob indicadores econômicos em geral.


Foto: http://www.empreendedorrural.com.br


O indicador de produção industrial, elaborado pelo IBGE (PIM-PF) recuou 0,8% em ago/17, com ajuste sazonal, após ter avançado 0,7% no mês anterior (dado revisado de 0,8%). Na comparação interanual, o indicador permaneceu no território positivo, expandindo 4,0%, após ter avançado 2,9% em jul/17. Em 12 meses, a produção industrial acumulou retração de 0,1%, ante queda de 9,2% no mesmo período do ano anterior.


Figura 1.
Variação mensal e anual da produção Industrial
Fonte: elaborado pelo autor


O resultado em agosto foi pior que o esperado, visto que nossos modelos apontavam para avanços no mês (+0,2%) e na variação anual (+5,9%). O resultado da pesquisa também foi pior que a mediana das expectativas do mercado (0,0 m/m e +4,95% a/a).


O mês foi significativamente impactado pela queda da produção industrial de alimentos, especialmente o processamento do açúcar, que teve sua colheita e processamento antecipado nos meses anteriores devido ao clima, sem chuvas, e agora chega ao final do seu ciclo.


Analisando o índice em sua média móvel 12 meses, ainda se percebe lentidão com que a atividade industrial tem retomado, permanecendo 16,5% abaixo do maior patamar atingido pela média 12 meses do indicador em dezembro de 2013. Ainda não vemos sinais de que essa recuperação acelerará fortemente nos próximos períodos.


Figura 2.
Índice da média móvel da produção industrial
Fonte: elaborado pelo autor


Dentre os 26 ramos da pesquisa, em relação a agosto/16, houve avanço em 20 ramos. Já em relação a jul/17, 8 ramos pesquisados (do total de 24) apresentaram quedas da atividade na passagem para agosto, com ajuste sazonal.


Na comparação com ago/16, os ramos que apresentaram os principais impactos positivos, foram as produções: de veículos automotores, reboques e carrocerias (28,2%), produtos alimentícios (4,7%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22,1%), de indústrias extrativas (2,6%), de produtos do fumo (63,0%), de produtos de borracha e de material plástico (4,9%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (11,0%), de produtos diversos (14,2%) e de móveis (12,0%). No sentido oposto, entre os ramos que recuaram destacaram-se os setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,7%), outros equipamentos de transporte (-14,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-5,8%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,8%).


Na comparação mensal contra julho/17, os maiores recuos na margem, que impactaram o resultado global do indicador, foram os setores: produtos alimentícios (-5,5%), máquinas e equipamentos (-3,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%) e de indústrias extrativas (-1,1%). No sentido oposto, avançando na margem, os destaques de impacto positivo foram as produções de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,2%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (5,5%), metalurgia (1,9%), de produtos do fumo (15,2%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,1%).


Na abertura por grandes categorias econômicas, todas aberturas apresentaram avanços na comparação interanual. Já na passagem do mês, houve retração de Bens Intermediários e Semiduráveis e Não duráveis. Acumulados em 2017, os destaques ficam por conta de bens duráveis (+11,1%) e bens de capital (+4,4%).


Veja os detalhes da abertura por Categorias Econômicas na tabela abaixo:
Fonte: elaborado pelo autor


No acumulado em 12 meses encerrados em agosto deste ano, a produção industrial recuou -0,1%, e já demonstra crescimento na maioria dos ramos pesquisados (15 de 26).


O resultado desta pesquisa reforça nossa projeção da Produção Industrial em 2017, de crescimento de 1,5%. Alguns setores da indústria têm conseguido aproveitar a demanda doméstica e externa (ex. automóveis exportados para Argentina). A desinflação, a queda dos juros e o início da etapa final de desalavancagem do setor privado, bem como uma estabilização no mercado de trabalho auxiliarão o consumo, demandando bens industriais.


Por fim, a boa notícia é que ao menos o setor apresentará incipiente recuperação, após anos amargando retração da sua atividade. Por outro lado, sem uma política industrial clara, dificilmente ultrapassaremos ou se quer resgataremos os patamares anteriores no médio prazo.


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