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Diagnóstico técnico e econômico de fazendas de pecuária leiteira: desafios e oportunidades nesta atividade


Quarta-feira, 19 de abril de 2017 - 11h20

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por Adilson de Paula Almeida Aguiar

Zootecnista, professor de Forragicultura e Nutrição Animal no curso de Agronomia e de Forragicultura e de Pastagens e Plantas Forrageiras no curso de Zootecnia das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda; investidor nas atividades de pecuária de corte e de leite.


Foto: www.floridamilk.com


Uma empresa de pecuária leiteira como qualquer outra empresa, tem suas particularidades próprias do negócio em si. Uma das mais evidentes é o montante de capital imobilizado em ativos permanentes (ou imobilizados) e de médio prazo (ou intermediários) como também em custos fixos e em despesas administrativas. Como que estas particularidades impactam o negócio de produção de leite bovino?


Para escrever este artigo eu revisei os diagnósticos das pecuárias leiteira dos Estados de Minas Gerais (DIAGNÓSTICO ..., 2005) e de Goiás (FEDERAÇÃO ..., 2009), a partir de entrevistas com, respectivamente, 1.000 e 500 produtores, de todos os estratos de produção e de todas as regiões daqueles estados. Com base naqueles diagnósticos se obteve uma radiografia da atividade pecuária leiteira naqueles estados. Os dados do diagnóstico de MG são relativos ao ano de 2004, e os de GO são relativos ao período meados de 2008 a meados de 2009.


Quando um consultor visita uma propriedade pela primeira vez com o objetivo de emitir um diagnóstico da situação atual e da potencial daquela empresa ele inicia seu trabalho com o inventário dos recursos disponíveis: climáticos, solos, infraestrutura, rebanho, recursos humanos, tecnologias adotadas, recursos financeiros... Ao terminar o inventário é possível diagnosticar que:


(a) a maior parte do capital daquela empresa está imobilizada no ativo, terra. O capital imobilizado no ativo, terra representou em média 70,6% e 74,6% do capital na atividade nos estados de MG e de GO, respectivamente. Esses resultados, para ambos os estados, indicam ‘que os sistemas de produção predominantes eram extensivos. O capital imobilizado em terra resulta em um custo de oportunidade do capital investido neste ativo. Em MG e em GO, o custo de oportunidade do capital imobilizado no ativo, terra foi em média 15,8% e 9,4%, respectivamente.


(b) por menor que seja a propriedade há muito capital imobilizado em benfeitorias e edificações: corredores, estradas, piquetes (cercas, bebedouros, cochos, pastagens), curral de manejo, centro de ordenha, casas, galpões ... Em MG e em GO, o capital imobilizado em benfeitorias foi, respectivamente, 10,4% e 6,0% do capital na atividade. Estes ativos fazem parte da propriedade em si e são comercializados juntos com a terra. Todos são classificados como ativos permanentes e de baixa liquidez;


(c) capital em máquinas, implementos e veículos. Em MG e em GO, o capital imobilizado em máquinas foi, respectivamente, de 5,4% e 4,7% do capital na atividade.


Tanto ativos permanentes e médios são depreciados (com exceção do ativo, terra) ao longo de sua vida útil e uma taxa de remuneração deste capital deve ser apropriada para o cálculo dos custos fixos;


(d) em muitas empresas as despesas administrativas podem ser representativas: escritório, imobiliário e funcionários deste escritório, viagens, promoção da atividade, energia, internet; assinaturas de jornais, de revistas; treinamentos; pagamentos para associações, sindicatos, impostos e taxas... Infelizmente nos diagnósticos que revisei não tem os valores das despesas administrativas separados dos valores dos custos variáveis, na composição do custo operacional efetivo;


e) por menor que seja a propriedade se a mesma não for operada pelo proprietário deverá ser operada por alguém contratado e este contrato irá gerar um custo com mão de obra permanente. Em MG e em GO, os custos fixos, mais o salário para remunerar o trabalho da família, representaram, respectivamente 26,5% e 6,6% do custo total da atividade.


Por outro lado aquele consultor vai também diagnosticar que o número de animais do rebanho é relativamente pequeno e que os custos variáveis para custear este rebanho também são relativamente baixos. Em cálculos que eu tenho realizado desde 2006, com base no ultimo Censo Agropecuário (IBGE, 2006) a taxa de lotação média dos estados onde eu tenho trabalhado, tem variado entre 0,4 unidades animal/hectare (UA/ha) ou 0,58 cabeça/ha (cab/ha), no Piauí a até 1,40 UA/ha ou 1,82 cab/ha no Paraná. Estima-se que no Brasil a taxa de lotação média não passe de 0,70 UA/ha ou 1,0 cab/ha. O relatório do DIEESE, publicado em 2011 (DIEESE, 2011) fornece mais indicadores da taxa de lotação nas pastagens brasileiras: em 52,5% da área de pastagem do país a taxa de lotação estava abaixo de 0,40 UA/ha, em 25,1% entre 0,4 e 0,8 UA/ha, em 18,3% entre 0,8 e 1,5 UA/ha e em apenas 4% tinha taxa de lotação acima de 1,5 UA/ha. No Diagnóstico da pecuária leiteira do Estado de Minas Gerais (DIAGNÓSTICO ..., 2005), a taxa de lotação média das propriedades leiteiras foi de 1,56 UA/ha (no período chuvoso) e 1,33 UA/ha, média ano, incluindo áreas para a produção de volumosos suplementares, e o capital imobilizado em animais foi de 13,42% do capital na atividade. Entretanto, no Diagnóstico da pecuária leiteira do Estado de Goiás não foi dada a taxa de lotação em UA, mas sim em cabeças. A taxa de lotação média foi de 2,16 cab/ha (no período chuvoso) e 1,93 cab/ha, média ano, incluindo áreas para a produção de volumosos suplementares, e o capital imobilizado em animais foi de 14,58% do capital na atividade. Animais e dinheiro para o custeio são por sua vez ativos circulantes e de alta liquidez.


Com baixas taxas de lotação os custos variáveis (CV) com os animais (mão de obra variável, melhoramento genético, reprodução, manejo de pastagens, suplementação, sanidade, produtos de limpeza para a ordenha, etc.) também é relativamente muito baixos. Nos diagnósticos das pecuárias leiteira dos Estados de MG e de GO o custo operacional efetivo (CV + despesas administrativas) representaram, respectivamente, 61,8 e 83,9% do custo total (CT) da atividade.


Apesar de estas proporções parecerem estar bem equilibradas para compor o CT, particularmente em GO (acima de 80%), parte destas são despesas administrativas e estas não impactam diretamente a produção e são passiveis de diluição quando se aumenta a produção e a produtividade da fazenda.


A análise das relações, ativos circulantes:ativos médios e permanentes, e das proporções dos custos de oportunidade, dos custos fixos e das despesas no custo total, possibilita a avaliação da “saúde” da empresa em termos financeiros. Neste sentido o que é mais frequente, na quase totalidade dos diagnósticos é concluir que a “saúde” das empresas de pecuária leiteira vai mal porque a maior proporção do capital está imobilizado em ativos de baixa liquidez, principalmente no ativo, terra, e dos custos uma maior proporção em custos de oportunidade, em custos fixos e em despesas administrativas, os quais não impactam a produção e a produtividade diretamente.


Então qual parâmetro pode ser analisado para diagnosticar se a “saúde econômica” da atividade pecuária vai bem ou mal? A rentabilidade ou o retorno sobre o capital investido no negócio reflete a eficiência de como a atividade vem sendo gerida.


No Diagnóstico da pecuária leiteira do Estado de MG (DIAGNÓSTICO ... a taxa de retorno sobre o capital investido foi de apenas 1,9% ao ano, com variação entre 0,6 a 6,0%, enquanto em GO foi de -0,010%, variando entre -0,6 a 0,7%. Estes retornos são pouco atrativos em um país onde a taxa básica de juros (taxa SELIC) foi em média 13,3 e 14.2% em 2015 e em 2016, respectivamente.


Com uma inflação 10,7 e 6.3% (pelo IPCA) em 2015 e em 2016, respectivamente, o Brasil continua tendo a maior taxa real de juros do mundo. Neste contexto, investir em pecuária leiteira parece não fazer sentido, ou ser uma decisão irracional, a não ser que seja exatamente uma decisão emocional, ou usando do argumento de ser uma atividade segura (nem tanto hoje em dia por causa da insegurança no campo, dos conflitos pela terra, e das injustiças em relação à atividade agropecuária), ou pela valorização da terra. De fato este último argumento é o que mais faz sentido para se entender porque investir em uma atividade de tão baixo retorno.


Segundo o relatório de preços de terras constante do ANUALPEC 2015, entre 2012 e 2014 a valorização média no preço da terra no Brasil foi de 55%. Em Minas Gerais, o estado com a maior bacia leiteira do país, a valorização do preço da terra entre 2006 e 2014 em suas principais bacias leiteiras foi de 353.4%. Por outro lado, quanto maior for a valorização da terra sem uma contrapartida no aumento da produção e da produtividade, mais baixo ainda será o retorno sobre o capital imobilizado, já que o ativo, terra terá sua proporção aumentada na composição do valor investido. Mas mesmo se o produtor decidisse por manter o ativo, terra como estratégia de ganhos patrimoniais ele ainda poderia estar comparando os retornos do seu negócio de pecuária leiteira com outras alternativas de uso da terra, tais como produção de cana-de-açúcar, reflorestamentos, produção de látex, de grãos ...


A pergunta é, qual, ou quais, iniciativas e ações deveriam ser tomadas pelo produtor para aumentar o retorno do seu negócio na pecuária leiteira. A resposta passa pelo aumento da escala de produção. Basicamente são duas as estratégias para se alcançar tal objetivo: o aumento da escala pela estratégia do crescimento horizontal, comprando mais terras e mais animais, estratégia tradicionalmente adotada há séculos pelos produtores brasileiros. Ou pela estratégia do crescimento vertical, aumentando a taxa de lotação da terra já em uso e do desempenho dos animais do rebanho, aumentando assim a produtividade da terra. Eu vou concluir este artigo demonstrando a viabilidade técnica e econômica desta segunda estratégia.


Nos Diagnósticos das pecuárias leiteiras dos Estados de MG e GO os produtores entrevistados foram estratificados pelas faixas de produção diária de leite, assim: abaixo de 50 litros/dia, entre 50 e 200, entre 200 e 500, entre 500 e 1.000 e acima de 1.000 litros de leite/dia. Segundo dados da maior cooperativa de laticínios do estado de MG e que foram apresentados naquele diagnóstico, o estrato de produtores com produção diária abaixo de 50 litros representava 13,6% do número de produtores, mas produziam apenas 1,11% do volume recebido diariamente pela indústria, enquanto os produtores na faixa de produção diária acima de 1.000 litros, apesar de representarem apenas 7,9% do número de produtores, eram responsáveis por 45,0% do volume de leite recebido diariamente.


No estrato de produção abaixo de 50 litros/dia, 80,5, 10,2, 1,9 e 7,2% do capital na atividade estavam imobilizados, respectivamente, nos ativos, terra, benfeitorias, máquinas e animais, enquanto que no estrato de produção acima de 1.000 litros/dia aquelas proporções eram 58,1, 8,6, 10,3 e 22,8%, respectivamente. Por sua vez, no diagnóstico do estado de GO no estrato de produção abaixo de 50 litros/dia, 78,5, 6,6, 2,5 e 12,3% do capital na atividade estavam imobilizados, respectivamente, nos ativos, terra, benfeitorias, máquinas e animais, enquanto que no estrato de produção acima de 1.000 litros/dia aquelas proporções eram 71,3, 6,3, 6,2 e 16,1%, respectivamente


Em MG as taxas de lotação das pastagens eram de 1,4 e 1,9 UA/ha no período chuvoso, para os estratos de produtores nas faixas abaixo de 50 litros e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente, e 1,2 UA/ha e 1,6 UA/ha média ano (incluindo áreas para a produção de volumosos suplementares) para os estratos de produtores nas faixas abaixo de 50 litros e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente. Em GO as taxas de lotação das pastagens eram de 1,6 e 3,5 cab/ha no período chuvoso, para os estratos de produtores nas faixas abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente, e 1,6 cab/ha e 2,7 cab/ha média ano (incluindo áreas para a produção de volumosos suplementares) para os estratos de produtores nas faixas abaixo de 50 litros e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente.


No diagnóstico de MG a produtividade por animal variou entre 4,3 a 12,8 litros de leite/dia por vaca em lactação, e entre 2,6 a 9,6 litros de leite/dia por vaca no rebanho (incluindo as vacas secas), para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente. No diagnóstico de GO a produtividade por animal variou entre 5,6 a 14,9 litros de leite/dia por vaca em lactação, e entre 3,3 a 10,4 litros de leite/dia por vaca no rebanho (incluindo as vacas secas), para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente.


No diagnóstico de MG a composição do rebanho também variou entre os estratos: o total de vacas no rebanho representou 32,1 a 39,7%, e o total de vacas em lactação representou 19,8 a 29,8%, para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente. No diagnóstico de GO a composição do rebanho também variou entre os estratos: o total de vacas no rebanho representou 50,2 a 37,3%, e o total de vacas em lactação representou 28,6 a 37,3%, para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente.


Em função da interação entre as variáveis taxa de lotação, produtividade por vaca, composição do rebanho, e a área da propriedade explorada para a produção de leite, os volumes de leite produzidos diariamente variaram entre 34,5 litros a 2.096 litros, em MG, e entre 36,1 a 1.919,21 litros, em GO, para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente. A interação entre as variáveis taxa de lotação, produtividade por vaca e composição do rebanho, ainda influenciou a produtividade anual da terra, com variação entre 485 a 2.931 litros de leite/ha/ano, em MG, e entre 1.485,66 a 4.259,26 litros, em GO, para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente.


A eficiência de uso da mão de obra também sofreu grande influência da escala de produção com variação de 64 a 525 litros de leite/pessoa/dia, em MG, e de 105,8 a 471,9 litros, em GO, para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente. Em GO a mão de obra familiar correspondeu a 26,8% do custo operacional total no estrato até 50 litros de leite por dia, a 14,5% no estrato acima de 1.000 litros.


Por fim, a escala de produção influenciou significativamente a renda bruta (RB), os custos de produção e o retorno do capital investido na atividade. Em MG, enquanto a margem bruta (MB = RB - custo operacional efetivo (COE)) dos produtores até 50 litros era de cerca de um salário mínimo/mês, a dos acima de 1.000 litros/dia era de 46 salários mensais. Todos os estratos de produção apresentavam MB positiva. Entretanto, para o estrato de produção abaixo de 50 litros de leite/dia, a margem líquida (ML = RB - COE - custos fixos (CF) - salário da família) foi negativa e apenas os sistemas de produção dos produtores dos estratos acima de 500 litros/dia foram atrativos, numa perspectiva de longo prazo. O COE/litro foi maior nos estratos de maior produção; nos extremos, a diferença é de 65,0%. Os custos, operacional total/litro (COT = COE + CF + salário da família) e total/litro reduziram com o aumento da produção, em razão da queda do custo fixo/litro. As MB, por vaca em lactação e por total de vacas, cresceram com o aumento da produção. Em GO a MB média, foi positiva em todos os estratos. Entretanto, apenas os produtores nos estratos de 500 a 1.000 e acima de 1.000, alcançaram ML positivas.


Na formação do preço do leite são considerados o preço-base mais a bonificação por volume e por qualidade, ou seja, quem produz mais e com melhor qualidade, recebe preço/litro maior. O preço médio do estrato acima de 1.000 litros foi 22,0% e 10,3% maior que o do estrato até 50 litros/dia para os produtores de MG e de GO, respectivamente.


Em MG a margem bruta por hectare foi 3,93 vezes mais alta no estrato acima de 1.000 litros/dia comparado à margem alcançada pelos produtores no estrato abaixo de 50 litros/dia.


A taxa de retorno sobre o capital investido em MG foi de 0,6 e 5,6%, enquanto em GO foi de -0,6 a 0,7% para os estratos abaixo de 50 e acima de 1.000 litros/dia, respectivamente..


Entretanto, mesmo os indicadores dos produtores de MG e de GO no estrato acima de 1.000 litros de leite/dia ainda estão muito abaixo do potencial e dos indicadores que têm sido alcançados nas fazendas referencias. Particularmente a composição do rebanho deverá ser alterada significativamente para uma proporção de mais de 65,0% de vacas no rebanho, com mais de 80,0% destas em lactação, ou seja, mais de 50,0% dos animais do rebanho sendo compostos por vacas em lactação. Outro indicador que precisa ser aumentado significativamente é a taxa de lotação das pastagens.


Na tabela 1 encontra-se uma comparação entre diferentes níveis tecnológicos de exploração da terra para a atividade de produção leiteira e seus impactos sobre as variáveis, taxa de lotação, produtividade por vaca, e produtividade por hectare, entre os indicadores relatados nos diagnósticos da pecuária leiteira dos estados de MG, GO e Ceará (CE), e de fazendas acompanhadas pela CONSUPEC. 


TABELA 1
Taxa de lotação (UA/ha), produtividade por animal e produtividade da terra em diferentes níveis da exploração da pastagem em sistemas de produção de leite bovino.
Diagnósticos das cadeias do leite 1DIAGNÓSTICO ... MG, 2006; 2FEDERAÇÃO ... GO, 2009; 3 Ceará (YAMAGUSHI et al., 2008); 46F (2008) Diagnóstico realizado em seis propriedades fornecedoras de leite para uma indústria de laticínios, nos Estados do RS, SP, MG, GO e BA (CONSUPEC, 2008);
5Propriedades comerciais acompanhadas desde 1993 nos Estados de MG, SP, GO, BA, MS (CONSUPEC): Sequeiro significa pastagem não irrigada; 6Potencial: é o potencial a ser alcançado com a adoção de todo conhecimento cientifico disponível na atualidade.
Os valores entre parêntesis correspondem às variações entre os índices mínimo e máximo.
Fonte: AGUIAR, 2015.


Na tabela 2 alguns indicadores técnicos e econômicos das 500 propriedades leiteiras que participaram do diagnostico da cadeia do leite do Estado de GO, que exploravam sistemas extensivos de produção, com propriedades que exploravam o solo e outros fatores de produção de forma intensiva.


TABELA 2 
Indicadores médios de fazendas leiteiras comerciais e da pesquisa1FEDERAÇÃO ... GO, 2009
2Considerando uma área média útil destinada à produção de leite de 50,35 ha no estado de GO (FEDERAÇÃO ... GO, 2009), quantos litros seriam produzidos por dia nos diferentes sistemas de produção.
3 Preço nominal médio do litro de leite em Goiás, 2011 = R$ 0,84/l.
4 MB = margem bruta; 5RB = renda bruta mensal
Fonte: AGUIAR, 2015.


Com base na análise daqueles diagnósticos conclui-se que a adoção de técnicas e de tecnologias que possibilitam aumentos no desempenho por animal e da taxa de lotação das pastagens, concorre para o aumento da produtividade da terra e da escala de produção da propriedade no sentido vertical, resultando em redução da proporção do capital imobilizado no ativo, terra, e aumento da proporção do capital nos ativos animal e custeio, ativos estes circulantes e de alta liquidez, além de diluir os custos fixos, de oportunidade e as despesas administrativas, tornando a atividade rentável e competitiva.


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