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Se o desafio não tem fim, por onde eu começo a fazer seleção?


Terça-feira, 14 de março de 2017 - 18h01

por Leonardo Souza

Médico Veterinário pela Universidade Federal de Goiás, especialista em Pecuária de Corte pelo Rehagro, sócio-diretor da Qualitas Melhoramento Genético, com 21 anos de atuação nas áreas de gestão, produção e melhoramento genético. O Programa Qualitas de Melhoramento Genético conta com mais de 40 fazendas, nos estados de GO, TO, RO, SP, PR, MG e MT e também na Bolívia, totalizando um rebanho de mais de 250.000 cabeças.


Foto: Qualitas


O selecionador é um pecuarista que está focado em resolver um problema: “O que fazer para aumentar o lucro da fazenda?” 


E a resposta não é: “Aumentar a produção de touros para venda.”


A venda de material genético (touros, matrizes, sêmen e embriões) deve ser uma consequência da capacidade que o selecionador tem de aumentar a lucratividade da sua fazenda, selecionando um rebanho que seja o mais produtivo e eficiente para o seu sistema de produção. E isso é comprovado com a excelência dos índices zootécnicos (precocidade, fertilidade e ganho de peso) apresentados pelo rebanho. Portanto, o selecionador deve ser o melhor pecuarista de corte. Somente assim, ele resolverá, não somente, o seu problema, mas também ajudará a resolver o problema de seus clientes.


E o primeiro passo para iniciar esta empreitada é a escolha da raça ou composição racial dos bovinos a serem selecionados. Que deve ser fundamentada na característica mais importante para a produtividade animal: a adaptabilidade.


Todo animal que não está realmente adaptado, não desempenhará todo o seu potencial genético. Animais que apresentam desconforto térmico em regiões de temperaturas elevadas tem seu apetite suprimido e, portanto, menor desempenho. Além disso, consomem energia corporal na tentativa de manter a temperatura corporal estável (homeostase).


Outro ponto que deve ser levado em consideração é a infestação de carrapatos. Além de, também provocar a diminuição do desempenho e até a morte de bezerros pela transmissão de Tristeza Parasitária, provoca um elevado custo operacional para a fazenda, na tentativa de controlar as infestações.


Portanto, para definir a raça é preciso saber se ela está adaptada ao clima de sua propriedade.


O segundo passo é definir como será o sistema de produção. Como os bovinos serão criados? Será um sistema somente a pasto ou haverá confinamento? Os animais serão suplementados? Qual a intensidade de suplementação?


Além disso, o planejamento deverá respeitar a sustentabilidade do sistema de produção. A produção só perdurará no longo prazo se houver a reposição dos nutrientes extraídos do solo pelos animais. O sistema conservará e/ou melhorará os solos da fazenda? De acordo com a intensidade de produção, há uma extração proporcional de nutrientes. Que podem ser repostos via correção e adubação dos pastos ou indiretamente via integração lavoura-pecuária.


E por que isso é uma verdade quando falamos do Brasil. Aqui, as vegetações nativas nunca conviveram com a quantidade de herbívoros que, ocorreu após a chegada dos bovinos. A grande maioria dos capins foram trazidas de outros continentes e, ainda hoje, passam por um processo de adaptação climática. Diferente das savanas africanas onde milhares de herbívoros já pastavam vastas áreas há muito tempo. E se, não houvesse a intervenção humana este sistema continuaria sustentável.


Para concluir e simplificar, os primeiros passos para iniciar um processo de seleção são: escolher o animal (raça) adequado ao ambiente, com um sistema de produção pré-definido e sustentável.

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