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Scot Consultoria

“SRIgate” – o Watergate petista


Sexta-feira, 27 de junho de 2014 - 12h27

Problemas sociais - soluções liberais
Liberdade política e econômica. Democracia. Estado de direito. Estado mínimo. Máxima descentralização do poder.


O novo escândalo petista que estourou ontem, em que se comprova que a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, através de um assessor de nome Cássio, tentou levantar junto ao PMDB do Rio de Janeiro quais os prefeitos que estão alinhados com a candidatura presidencial do Sen. Aécio Neves (PSDB), sabe-se lá para que finalidade, é uma das maiores afrontas à democracia brasileira em sua história, cujo método lembra muito o escândalo Watergate que levou Richard Nixon, ex-presidente americano, a renunciar ao seu mandato.


Em junho de 1972, cinco pessoas, ligadas à polícia federal americana (FBI), foram presas ao serem flagradas pondo escutas e lendo papeis dentro de um escritório do Comitê Nacional do Partido Democrata, que era oposição ao Presidente Nixon, republicano. Ao longo de um ano, investigações descobriram uma trama complexa onde o Presidente Nixon usou o aparelho do Estado para investigar seus oposicionistas, incluindo FBI, CIA e Receita Federal americana (IRS). Esse escândalo levou à renúncia do Presidente Richard Nixon.


É um cenário assustadoramente parecido com o cenário da investigação da SRI contra prefeitos que apoiam Aécio Neves. Um repórter entrevistou o funcionário em questão para saber o porquê de se levantar a lista de prefeitos oposicionistas e por ordem de quem tal pedido foi feito. As respostas foram as mais evasivas possíveis, onde o assessor dizia que eles apenas "coletam informação" e não precisam repassar para ninguém. Mas se ninguém pediu essas informações, por que elas foram coletadas?


A impressão que fica é que o governo federal vai retaliar esses prefeitos, o que é muito penoso para essas cidades, visto que mais de 60,0% do recolhimento de tributos no Brasil é direcionado para o governo federal, e as prefeituras brasileiras vivem de pires na mão para promover todos os serviços constitucionalmente obrigatórios.


Uma Secretaria de Relações Institucionais deveria servir (isso se fosse efetivamente necessária, o que discordo) apenas para integrar o governo federal com os governos estaduais e municipais dentro de uma relação, como diz o próprio nome, INSTITUCIONAL, e nunca política. Se a relação entre os entes é institucional, não deveria importar qual candidato à presidente é o preferido de um determinado prefeito. Preferências políticas não podem atrapalhar relações, repito, INSTITUCIONAIS.


Se a Secretaria de Relações Institucionais é, na verdade, uma secretaria de relações políticas, então seria mais honesto chamar logo esse órgão de SRP. Assim o povo saberia de uma vez que está pagando para o PT espionar e perseguir a sua oposição.


Por Bernardo Santoro



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