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Municípios goianos já perderam, em média, 40,0% da produção de milho por causa da seca


Quinta-feira, 5 de maio de 2016 - 05h20


Preocupada com o impacto da falta de chuva em algumas regiões que apostam no milho safrinha, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) se reuniu nesta quinta-feira (28/4), por meio de sua Comissão de Grãos e Oleaginosas, com produtores dos quatro cantos do estado e realizou um levantamento prévio do percentual de perda da produção em cada uma das regiões. Na média, através dos pareceres dos sindicatos rurais foram de 40,0% da expectativa inicial.


Para o presidente da FAEG, José Mário Schreiner, a preocupação da Federação é com a capacidade de cumprimento dos compromissos assumidos no custeio da safra. “Nosso maior objetivo é discutir os efeitos negativos gerados por esses problemas e buscar medidas emergências para que mais produtores não sejam tão afetados”, destaca, aproveitando para trazer à tona um problema velho conhecido dos produtores: o seguro rural.


Presentes no encontro, produtores de Bom Jesus, Cabeceiras, Edéia, Itumbiara, Goiatuba, Caldas Novas e Piracanjuba relataram uma perda de cerca de 50,0% da produção. O impacto aos agricultores de Silvânia, Paraúna, Catalão foi de 60,0%. Já em Rio Verde, Caiapônia, Mineiros e Jataí, a estimativa de perdas chega aos 40,0%. Em estado mais grave, Vicentinópolis e Santa Helena tiveram 80,0% de sua produção comprometida.


A maioria dos produtores já está procurando as administrações municipais de seus respectivos municípios e solicitando ajuda para que o estado decrete situação de emergência. Silvânia foi a primeira cidade a decretar a emergência.


Outro assunto que não poderia ficar de fora é o imbróglio que envolve a tributação da soja e do milho em Goiás. Após grande mobilização por parte do setor produtivo e representantes da agropecuária goiana, o governo estadual suspendeu parte dos efeitos do Decreto 8.548, publicado em janeiro de 2016, mas a falta de clareza sobre as regras e as decisões futuras ainda preocupa o presidente da FAEG, José Mário Schreiner.


Na ocasião, e diante da mudança, Schreiner faz questão de ratificar: “as pessoas importam produtos, não impostos”, disse, justificando que alterar as condições de mercado atuais pode inviabilizar a absorção futura destas ampliações da produção, fato que pode ocorrer com esta medida, prejudicando não somente o produtor rural, mas, toda a economia do estado. Atualmente, 70,0% da soja produzida no estado é processada aqui, agregando valor no produto, que vira farelo, óleo, ou ração animal, e posteriormente carne. Isso coloca Goiás à frente de outros estados.


Fonte: Agrolink. 4 de maio de 2016.




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