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Brasil quer recuperar mercado chinês após caso de “vaca louca”


Sexta-feira, 19 de abril de 2013 - 09h06

O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora da Carne Bovina (Abiec), Fernando Sampaio, disse hoje que a China terá prioridade na estratégia brasileira de recuperar os mercados dos países que impuseram embargos contra a carne bovina do país após a descoberta de um caso "não clássico" de "vaca louca" no fim do ano passado. O governo brasileiro e a Abiec vão se reunir com autoridades da China no próximo dia 8 de maio para discutir o tema, afirmou ele.


"Apesar de ser um mercado relativamente pequeno, a China é o mais estratégico", disse ele, no Seminário Perspectivas para o Setor de Alimentos e Agrícola, em São Paulo. De acordo com o dirigente da Abiec, o país asiático vinha aumentando as compras de carne bovina do Brasil constantemente. "Mas esse processo foi interrompido". Segundo a Abiec, a China importou 17,00 mil toneladas do Brasil no ano passado. As exportações totais do Brasil somaram 1,24 milhão de toneladas.


No caso do Japão, que proibiu as compras de carnes industrializadas do Brasil após o caso de vaca louca, a negociação para a retomada das exportações agora depende do Ministério da Saúde do Japão, uma vez que o Ministério da Agricultura brasileiro já enviou todos os documentos solicitados. Já as negociações para encerrar o embargo da Arábia Saudita só avançarão após uma visita das autoridades sanitárias sauditas. Essa visita ainda não está programada, conforme Sampaio.


Sampaio também afirmou que o escândalo europeu de contaminação de carne de cavalo em produtos industrializados à base de carne bovina poderá beneficiar a indústria brasileira. "Pela primeira vez, os europeus estão entendendo que precisam da importação para equilibrar o mercado. Eles estão em uma crise de matéria-prima", disse.


Sampaio acredita que as restrições de oferta de carne bovina na União Europeia podem ajudar a relaxar as restrições sanitárias impostas em 2008. Naquele ano, o bloco europeu decidiu que o cadastramento de fazendas aptas a exportar para o bloco ficaria a cargo da própria União Europeia. Com isso, disse ele, o número de propriedades autorizadas a exportar carne bovina para a Europa caiu de 15 mil para menos de 300, subindo posteriormente para cerca de 2 mil.  "Achamos que a dependência de importações vai ajudar [a relaxar as restrições], porque eles não podem fazer isso apenas para agradar a um lobby dos produtores irlandeses", criticou Sampaio.


Fonte: Valor Econômico. Por Luiz Henrique Mendes. 19 de abril de 2013.



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