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Scot Consultoria

Frigoríficos trabalham para diminuir sofrimento animal na hora do abate


Segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - 09h22

Em Ipeúna, São Paulo, fica uma das unidades de uma granja de aves certificada pela Ecocert. O programa lista 86 requisitos que os criadores de frangos e galinhas poedeiras têm que seguir. A primeira diferença dos aviários tradicionais é o galpão das galinhas. Elas não ficam em gaiolas, como é comum em produção de grande escala. Vivem andando por aí, sobem no poleiro, são tranquilas, mas atentas ao que se passa. Não fogem quando pessoas chegam perto, pelo contrário, são curiosas. Pode parecer um detalhe pequeno, mas segundo a certificação de bem-estar animal, o piso dos alojamentos deve ser completamente coberto por uma cama feita com material de boa qualidade, que permita que as aves tomem um banho de areia. Essa é uma atividade que faz bem às galinhas. A prática da debicagem, que significa cortar o bico dos pintinhos para evitar que eles machuquem uns aos outros, não é proibida, mas é contrária aos princípios de bem-estar. Se a granja adotar a debicagem, ela tem que ser feita até os 10 dias de idade. Na granja-modelo, só as galinhas dos lotes mais antigos foram debicadas. Nos lotes novos, o bico é inteiro e há poucos casos de lesão. A fazenda São Marcelo, em Tangará da Serra, Mato Grosso, segue os conceitos do bem-estar animal. No momento do nascimento dos leitões, uma funcionária fica de prontidão na maternidade de suínos. Em média, nascem 14 leitõezinhos por parto, um a cada 30 segundos, e tudo ao mesmo tempo, nas dezenas de baias de um enorme galpão. No segundo dia de vida, os leitõezinhos recebem uma suplementação de ferro e no sexto dia, os machos são castrados. Mas as presas e os rabos dos animais não são cortados. A vigilância da funcionária Natalícia é intensa nas baias das porcas paridas. O pisoteio de filhotes é o grande desafio deste tipo de produção de suínos, que segue as normas de bem-estar animal. E estamos falando de uma propriedade que cria muito: são 12.600 animais em 70 hectares. O protocolo de bem-estar exige que as baias de parição tenham espaço suficiente para permitir que a porca se levante, ande, se movimente. Outra estratégia é a instalação de barras de ferros nas laterais da baia, que evitam que a porca encoste na parede, ao se deitar. Os porquinhos aprendem rápido que ali é um lugar seguro. Aos 25 dias de vida, os leitões são separados da mãe e vão para a creche. Nessa idade eles já começam a gostar mais de ficar do lado de fora. Entram no galpão atrás de ração e água. Na creche, como é chamado o período de desmame, o trabalho do tratador também segue as regras de bem-estar. A ração é umedecida porque assim eles comem melhor. Pneus ajudam os pequenos a descobrirem o caminho da comida. O cardápio é incrementado com salada fresquinha, tirada da horta da fazenda. Aos 70 dias, os leitões começam a fase da engorda. Cada lote tem 550 animais. Eles são separados por idade e tamanho e cada lote tem seu galpão, que nunca fica muito cheio porque o que eles adoram mesmo é correr pelo pasto e brincar. Os porcos podem descansar na sombra. Coberturas de palha foram construídas para garantir conforto térmico. Fonte: Globo Rural. Pela Redação. 12 de fevereiro de 2012.
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