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Scot Consultoria

A pecuária dá um belo exemplo


Quarta-feira, 8 de julho de 2009 - 17h00

Por Fabiano Tito Rosa Já tratamos desse tema neste mesmo espaço. Porém, em função das discussões que têm tomado conta da mídia nas últimas semanas, resolvemos abordá-lo novamente. Há alguns dias uma jornalista nos ligou para conversar sobre “sustentabilidade na produção de carne bovina”, sob o ponto de vista ambiental. A saída, ponderou a interlocutora, seria investir em tecnologia, para aumentar a produtividade e usar de forma mais eficiente os recursos naturais (água e terra, principalmente). Concordo. Mas temos que tomar cuidado com o que lemos por aí, pois muitas vezes análises desse tipo dão a entender que o pecuarista não tem, até então, investido. Chega a transparecer que a nossa pecuária ainda está na idade da pedra e que o criador não passa de um desmatador vil e insaciável, trabalhando sempre no “limite natural” da capacidade produtiva de suas áreas. Os índices zootécnicos brasileiros realmente estão muito aquém da nossa capacidade produtiva, mas os ganhos nos últimos anos foram realmente fantásticos. RESULTADOS DA TECNOLOGIA A Scot Consultoria estima, por exemplo, que de 1998 a 2008 taxa de natalidade média do nosso rebanho bovino passou de 53% para 60%. ... a produção de carne, por sua vez, aumentasse em 67% (de 5,79 para 9,65 milhões de toneladas equivalente carcaça), mesmo com a área de pastagem encolhendo em torno de 1%... A mortalidade de animais jovens despencou de 9% para 4%. A lotação passou de 0,93 para 1,12 cabeça/ha. E a taxa de desfrute saiu de 18% para 23%. Isso permitiu que, ao longo do mesmo período, o rebanho bovino crescesse 19% (de 163,15 para 194,01 milhões de cabeças) e a produção de carne, por sua vez, aumentasse em 67% (de 5,79 para 9,65 milhões de toneladas equivalente carcaça), mesmo com a área de pastagem encolhendo em torno de 1% (175,68 para 174 milhões de hectares). Tais resultados são frutos do investimento em genética, nutrição, sanidade, bem-estar animal, adubação, controle de plantas invasoras de pastagem e por aí vai. DÁ PARA ACELERAR? É fato que o Brasil poderia dobrar ou triplicar a produção de carne bovina sem derrubar mais um único “pé de árvore” na Amazônia. Isso através de aumento de produtividade, ou seja, de mais aplicação de tecnologia. Porém, para que o ritmo de incorporação de tecnologia se acelere, é preciso, numa ponta, acesso a informação e auxílio à gestão do negócio. Esse é o papel de técnicos e consultores. Na outra, também é necessário incentivo, seja através de preços remuneradores, de facilidade de acesso a crédito e/ou de benefícios fiscais. O caminho é por aí. O resto é papo furado.
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