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Scot Consultoria

Carta Leite - Déficit de US$507 milhões na balança comercial de lácteos em 2011


Quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 - 17h39

A balança comercial brasileira de lácteos fechou com déficit de US$507,6 milhões em 2011. Foi o maior saldo negativo da história, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Veja a figura 1.


Em relação a 2010 o déficit aumentou 159,9%. Além do incremento de 85,0% nas importações brasileiras de lácteos na comparação com 2010, o faturamento com as exportações diminuíu 26,1%. Importações As importações brasileiras totalizaram US$604,9 milhões em 2011. Leites concentrados (em pó e condensado) foram os produtos mais importados, cuja despesa foi de US$335,3 milhões ou 55,4% do total importado. O real valorizado em relação ao dólar e a desvalorização de outras moedas de países do Mercosul (principalmente Argentina e Uruguai) incentivaram as importações. Além disso, os preços dos lácteos em patamares elevados no mercado interno diminuíram a competitividade dos produtos brasileiros. Na figura 2 estão os principais países dos quais o Brasil importou leite e derivados em 2011.


A Argentina aparece com 58,5% do mercado, seguida pelo Uruguai com 31,0%. Em terceiro lugar aparece a França que começou a se destacar nas exportações ao Brasil no último trimestre do ano. Os principais produtos embarcados foram queijos, soro de leite e manteiga. O Chile, que até setembro era o terceiro exportador de lácteos para o Brasil, perdeu a posição para a França. Exportações Em 2011 o Brasil exportou US$97,3 milhões. O principal produto embarcado foi o leite concentrado, com destaque para o leite em pó. Foram exportados US$56,9 milhões em leites concentrados o que corresponde a 58,5% do faturamento total. Na figura 3 estão os países que mais importaram leite e lácteos brasileiros em 2011.


Em primeiro lugar aparece a Angola com US$11,5 milhões, ou 11,9% do total. Na sequência estão a Venezuela com 9,9% e a Argélia com 8,8%. O Brasil exporta principalmente para a América do Sul, África, Ásia e Oriente Médio, que são mercados menos exigentes e onde os produtos lácteos nacionais são competitivos. Os seis maiores importadores respondem por 49,6% do total comercializado. O que esperar para 2012? Em 2012 espera-se redução das importações brasileiras, porém o déficit da balança comercial de lácteos deve se manter negativo. Os principais fatores que devem contribuir para essa redução são: - Chile exportando menos para o Brasil devido às acusações de triangulação; - Acordo firmado com a Argentina que prevê volume máximo de leite em pó importado em 3,6 mil toneladas mensais; - Intenção de firmar acordos com a Argentina para limitar a importação de outros produtos lácteos, como, por exemplo, de queijos; - Pressão para que um acordo que limita as importações de leite em pó uruguaio seja firmado. Quanto às exportações não são esperadas grandes mudanças, principalmente em função do câmbio desfavorável, apesar das reações de preços dos lácteos no mercado internacional. Em 2011, o preço do leite em pó subiu, em média, 15,5% na comparação com 2010. A expectativa é de que as cotações se mantenham em patamares elevados em 2012. Colaborou Jéssyca Guerra, analista júnior da Scot Consultoria.



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