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Scot Consultoria

Recorde de importação de lácteos em 2011


Terça-feira, 16 de agosto de 2011 - 11h49

Colaborou Jéssyca Guerra, graduanda em zootecnia e estagiária da Scot Consultoria. De janeiro a julho de 2011, os gastos com as importações brasileiras de leite e derivados superaram o verificado em todo o ano de 2010. Em dólares, foram US$371,9 milhões, contra US$326,9 milhões de janeiro a dezembro de 2010. Em volume, as importações ainda são 25% menores que no acumulado de 2010, mas levando em conta que restam os dados de cinco meses para fechar o ano, o valor deve superar facilmente a quantidade importada no ano passado. Grosso modo, considerando a média mensal de 2011, o país deve importar algo em torno de 140,0 mil toneladas em produtos lácteos este ano. Para se ter ideia, em 2001, quando a produção nacional era pelo menos dez bilhões de litros de leite menor que a de hoje, as importações brasileiras de lácteos ficaram próximas deste patamar. Leite em pó O leite em pó é o principal lácteo importado pelo Brasil, representando mais da metade das compras em 2010 e 2011. Veja a figura 2. De janeiro a julho de 2011 o Brasil comprou 50,4 mil toneladas de leite em pó. Em todo o ano passado as importações somaram 52,1 mil toneladas (figura 3). O produto teve como origem, principalmente, a Argentina e o Uruguai. Convertendo para equivalente litros de leite temos um volume aproximado de 405 mil toneladas entrando no Brasil em 2011. Isto considerando apenas o leite em pó. Somando os demais produtos lácteos importados, são 600 mil toneladas equivalente litros de leite no acumulado deste ano. Este volume equivale a quase 20% da produção anual do Rio Grande do Sul, segundo maior produtor nacional, com aproximadamente 3,5 bilhões de litros produzidos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerações finais A ideia aqui é mostrar o peso que as importações de lácteos têm sobre o mercado interno e a importância de se buscar formas de diminuir o prejuízo. Em reunião recente no Rio Grande do Sul, a negociação com representantes do setor produtivo de lácteos da Argentina, que estabeleceria cotas mensais de importação de leite em pó do país vizinho, não foi concluída. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os argentinos receiam estar perdendo mercado para os produtos uruguaios e chilenos, já que o Brasil não possui acordo para as importações de leite em pó destes dois países. As tratativas devem continuar. A questão que fica é até que ponto as importações são de fato uma questão de mercado (preços mais baixos nos países vizinhos) ou se a oferta interna não é suficiente para atender a crescente demanda brasileira por lácteos.
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