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Scot Consultoria

Exportações de lácteos – O Brasil sentiu a crise


Quinta-feira, 30 de abril de 2009 - 17h56

De acordo com números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Scot Consultoria, a balança comercial brasileira de lácteos fechou o primeiro trimestre de 2009 com déficit. As receitas com as exportações de produtos lácteos somaram US$55,25 milhões entre janeiro e março. Nesse mesmo período, o país gastou quase US$72 milhões com importações. O resultado foi um saldo negativo de US$16,68 milhões. Observe na figura 1 que desde 2006 a balança comercial de lácteos não fechava no vermelho, considerando os três primeiros meses de cada ano. Importações continuam em alta Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o faturamento com as exportações caiu 38,6%. O que chama a atenção é o incremento nas importações, cuja ordem é de US$25,7 milhões no mesmo período, um aumento de 55,4%. Em volume, o Brasil importou 60% mais leite UHT entre janeiro e março, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O governo investiga se esse salto de importação, quase que integralmente originado da Argentina, a preços muito mais baixos que os vigentes no Brasil, não seria leite produzido na Oceania. Se essa suspeita for confirmada, o governo pretende aumentar as tarifas de importação de lácteos dos países do Mercosul. A idéia é cobrar os mesmos 30% incidentes sobre a importação dos países não membros do bloco. A taxa vigente para os países que compõem o Mercosul é de 16%. Voltando a falar sobre os produtos que o Brasil importou, o leite em pó foi o principal produto negociado. As importações brasileiras aumentaram 400% em volume, no primeiro trimestre deste ano em relação aos três primeiros meses de 2008. Somente em março, o Brasil colocou no mercado interno cinco vezes mais leite em pó importado que no mesmo período de 2008. O produto veio, principalmente, da Argentina e do Uruguai. Veja a figura 2. E as exportações... Em relação às exportações brasileiras de lácteos, o Brasil sentiu os efeitos da queda da demanda mundial em função da crise global e a consequente queda nos preços dos produtos no mercado internacional. A tonelada do leite em pó que era comercializada, na Europa, a US$4,5 mil em março de 2008, hoje esta valendo US$2,3 mil. Na Oceania, as cotações caíram 59% em relação a março de 2008, e o produto está custando por volta de US$1,9 mil/ tonelada. A figura 3 mostra a receita com as exportações brasileiras de leite em pó e leite condensado, em comparação com o volume embarcado. Está clara a redução no preço médio nos últimos meses. A Venezuela, principal destino do leite em pó brasileiro, diminuiu as compras, assim como alguns países africanos. Em março, o Brasil embarcou 5,4 mil toneladas de leite em pó e leite condensado, quantidade 14% menor que em fevereiro e cerca de 24% abaixo do volume registrado no mesmo período de 2008. No curto prazo, existe a expectativa de leve recuperação nos preços dos lácteos no mercado internacional. Uma melhora mais acentuada é esperada somente a partir do segundo semestre, quando o mercado deve melhorar. Enquanto isso, as empresas reduzem a produção de leite em pó no Brasil e destinam parte da matéria-prima para a fabricação do leite longa vida (UHT). A venda do leite UHT melhorou no mercado varejista e os preços acumulam alta de mais de 20% desde o começo do ano.
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