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Scot Consultoria

Situação do setor leiteiro no Uruguai


Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 - 15h16

Região Sudeste da América do Sul, principalmente Argentina, Uruguai e Sul do Brasil, tem sofrido bastante com a seca, que pode ser atribuída ao fenômeno La Niña. Os produtores de leite uruguaios observam os pastos começando a amarelar. Ainda resta capim da primavera passada, porém, com qualidade inferior e quantidade comprometida pela menor taxa de crescimento. Os animais também sofrem com o intenso calor por serem, em sua maioria de raças europeias, predominantemente Holandês. Os reflexos são diretos sobre a produção. Geralmente chove em meados de janeiro na região, o que não ocorreu este ano. Estima-se que, caso não chova em quinze dias, a situação pode se tornar crítica. “Esta situação, de seca e aumento nos custos, pode aumentar o número de produtores de leite que abandonam a atividade.” Os produtores uruguaios estão mais bem preparados para enfrentar esta seca, a primavera anterior teve bom volume de chuvas, permitindo uma boa produção e armazenamento de alimentos, amenizando a atual situação. Produtores temem que a diminuição de produção de alimentos para o rebanho neste momento terá efeitos a curto e médio prazo, tornado o inverno mais difícil que o normal por não terem acumulado reservas de alimentos suficientes para o gado. As secas têm ocorrido mais seguidamente nos últimos anos. Esta situação, de seca e aumento nos custos, pode aumentar o número de produtores de leite que abandonam a atividade, situação que tem se tornado cada vez mais comum ao longo dos anos no país. PREÇOS AO PRODUTOR O preço médio pago ao produtor no Uruguai ficou em US$0,41 por litro em 2011. Alta de 29,0% em relação a média de 2010. A remuneração tem crescido desde a crise de 2008, quando o produtor recebia US$0,20 por litro. Apesar deste aumento, os produtores argumentam que os custos subiram acima da remuneração pela produção. O número de propriedades leiteiras tem diminuído no país. Pequenos produtores estão abandonando a atividade. Acabam vendendo os rebanhos para os grandes. EXPORTAÇÕES Apesar disso o mercado para o leite uruguaio tem crescido. As exportações aumentaram 22,0% em 2011 frente a 2010, totalizando 200,6 mil toneladas em produtos lácteos. O Brasil e a Venezuela foram os principais destinos, com 57% do volume total embarcado. O faturamento também cresceu em 2011, chegando a US$694,5 milhões. Um aumento de 32,0% em relação a 2010. O preço recebido por tonelada exportada teve um aumento de 10,0%, fechando em U$3.512. PRODUÇÃO Embora o número de propriedades tenha diminuído e a concentração de produtores esteja aumentando no Uruguai, a produção crescente demonstra aumento do uso de tecnologia. A utilização de suplementação com rações e concentrados está se tornando cada vez mais comum no país. Com isso a produção uruguaia aumentou 19,7% em 2011 frente a 2010, chegando a 1,8 bilhão de litros produzidos. Em 2010, a captação alcançou 1,5 bilhão de litros. O rebanho também cresceu, porém abaixo da produção. Segundo dados do setor no Uruguai, em 2011 houve acréscimo de 2,0% no número de vacas ordenhadas, estimada em 779 mil cabeças. O aumento da produção foi alcançado graças ao aumento de produtividade por vaca. Em 2012 este cenário de crescimento na produção pode ser comprometido pela seca.
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