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Atividade leiteira nos Estados Unidos até 2018


Segunda-feira, 30 de março de 2009 - 12h52

Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou recentemente as perspectivas de mercado dos principais produtos agropecuários para os próximos anos. Os principais pontos que podem interferir no mercado de lácteos norte-americano e mundial estão colocados a seguir. PRODUÇÃO Não existe perspectiva de aumento na área plantada com os principais grãos nos Estados Unidos para os próximos anos (pelo menos não até 2018). Existe a possibilidade de o milho ocupar parte do espaço da soja, mas a produção tende a se manter constante. Observe a figura 1. Com a produção constante de grãos e o aumento do uso do milho para a produção de etanol – veja figura 2 – os preços dos grãos para a alimentação animal tendem a se manter firmes. Com os preços dos grãos em patamares elevados, a expectativa é que os produtores de leite aumentem a eficiência para se manterem no mercado. Ou seja, existe pressão para uma produção cada vez maior com um rebanho menor. Veja na figura 3. Ainda mais, a diminuição da renda dos produtores em 2009, como reflexo dos preços dos lácteos mais inibidos deve ser outro fator seletivo na atividade. Mais uma vez os mais eficientes tomarão o lugar dos menos eficientes. De 2008 a 2018 o rebanho leiteiro dos Estados Unidos deve diminuir cerca de 4%. Já a produção de leite tende a crescer 11% no mesmo período. CONSUMO As perspectivas são de que o consumo, de maneira geral, será mais retraído em 2009, incluindo o consumo de lácteos. Isso em função do menor volume de capital circulante após a crise deflagrada no final do ano passado e da diminuição do ritmo de crescimento econômico, tanto nos Estados Unidos quanto no mundo. Nos países em desenvolvimento, conforme houver crescimento de renda deve haver aumento do consumo de lácteos. Mas a partir de 2010, a expectativa é que o crescimento econômico seja realmente retomado, firmando-se, provavelmente a partir de 2012 em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a expectativa é que aumente a porcentagem de lácteos fornecidos diretamente para as indústrias em contraposição ao consumo de leite fluido. Ou seja, o consumo de leite pelas indústrias deve aumentar mais rápido do que o consumo de leite fluido nas próximas décadas. Existe a tendência de que aumente mais o consumo de alimentos fora dos lares nos próximos anos. A expectativa é que até 2018 o volume de leite destinado às indústrias norte-americanas cresça 13%. Neste contexto, merece destaque a demanda por queijo, que deve continuar firme nos próximos anos, justamente pela tendência de aumento das refeições fora de casa. Já as exportações estão estimadas a encolher 23% até 2018, o que pode deixar lugar a outros participantes do mercado, como o Brasil, por exemplo.
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