O mercado de boi gordo brasileiro atravessa um momento de transição, marcado por uma verdadeira queda de braço entre frigoríficos tentando reduzir preços e pecuaristas resistindo para manter a cotação da arroba estável. É o que avalia Alcides Torres, analista de mercado da Scot Consultoria, em entrevista para o Canal do Boi.
Segundo Scot, mesmo com escalas de abate mais curtas e um cenário de menor oferta de gado, a arroba não deve disparar tão cedo: a demanda chinesa segue firme, com diferencial de R$3,00 a R$5,00 entre as praças, mas os frigoríficos têm evitado formar estoque de carne, o que segura o ritmo de alta. Ainda assim, a expectativa é de preços firmes ao longo do segundo semestre, sustentados pela retenção de fêmeas para reposição do rebanho.
Já para quem trabalha com gado de reposição e bezerro, o cenário é mais animador: 2026 e 2027 se consolidam como "os anos da cria", com preços superiores aos do ano passado. O analista também comenta a intenção dos confinadores de ampliar o volume de gado confinado no último trimestre do ano — e por que ele não vê, por ora, riscos que possam frear esse movimento.
Quer entender todos os detalhes por trás dessas tendências, do boi gordo à reposição, passando pelo efeito China e pelas eleições no consumo de carne? Assista à entrevista completa com Alcides Torres, da Scot Consultoria.
Matéria originalmente publicada em: Mercado de boi gordo vive disputa entre compradores e vendedores