A proximidade do limite da cota de exportação de carne bovina para a China já começa a impactar a indústria frigorífica brasileira. O consultor de mercado Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, analisa que a expectativa é de uma pausa nas compras chinesas até outubro, levando frigoríficos a reduzir o ritmo de produção e, em alguns casos, conceder férias coletivas aos funcionários.
Segundo Fabbri, a percepção do mercado é de que a cota já está praticamente preenchida, considerando os embarques realizados nos últimos meses que ainda devem chegar ao mercado chinês. Com isso, novas exportações correm o risco de serem sobretaxadas, o que tem desacelerado os negócios com o principal destino da carne bovina brasileira.
Sem outro mercado capaz de absorver rapidamente esse volume, a alternativa é direcionar parte da produção ao mercado interno. No entanto, o cenário é desafiador devido ao endividamento das famílias, aos preços mais altos da carne bovina e à concorrência com proteínas mais baratas, como frango e suíno.
Para os próximos meses, a expectativa é de pressão sobre os preços da arroba do boi gordo durante julho e agosto. A recuperação deve ocorrer a partir de setembro, com a retomada das compras voltadas à cota chinesa de 2027, o aumento da demanda externa e a melhora do consumo doméstico no fim do ano. Assista a entrevista completa e acompanhe as redes sociais da Scot Consultoria para acompanhar o mercado pecuário.
Matéria originalmente publicada em: Frigoríficos desaceleram produção e dão férias coletivas após limite de cota com a China