As chuvas voltam a se espalhar pela região, mas ainda de forma irregular e mal distribuída. Os maiores acumulados devem ocorrer em Roraima, Amazonas e Acre, variando entre 80mm e 200mm. No Amapá e no Norte do Pará, os volumes serão menores que os registrados em agosto. Já no Sul do Pará e em Rondônia, as precipitações irão superar as do mês anterior, trazendo um alívio para áreas que enfrentavam estiagem prolongada.
No Tocantins, as chuvas devem ser mais frequentes que no último mês, mas ainda com baixos volumes, no máximo 45mm, insuficientes para repor a umidade do solo.
De maneira geral, a previsão indica acumulados dentro ou ligeiramente abaixo da média na maior parte da região, enquanto pontos isolados do Amazonas podem registrar anomalias positivas.
A previsão indica chuvas escassas na região, padrão semelhante ao observado no mês anterior. Na Zona da Mata e no Agreste, áreas que registraram bons volumes em agosto, haverá redução das precipitações. No acumulado, os volumes não devem ultrapassar 40mm, cenário que intensifica a seca no Sertão e no Meio-Norte, já sem chuvas há mais de dois meses.
Apesar disso, setembro deve registrar precipitações dentro da média, sem anomalias.
As precipitações em setembro serão mais expressivas do que nos últimos dois meses, com acumulados variando entre 60mm e 100mm, o que deve aliviar a condição em regiões que enfrentavam estiagem prolongada.
Na maior parte da região, as chuvas devem ficar dentro do esperado, com exceção do Sudeste de Mato Grosso do Sul, onde há previsão de volumes acima da média para o período. Esse cenário contribui para o preparo da safra de verão na região.
As chuvas retornam à região, com maior intensidade no Sul e diminuindo à medida que avança para o Norte. São Paulo é o estado mais beneficiado, com aumento considerável nas precipitações em todo o território, podendo atingir acumulados de até 130mm.
No Rio de Janeiro e no Sul de Minas Gerais, o cenário também apresenta melhora em relação ao último mês. Em agosto, praticamente não houve chuva na região, e agora os acumulados de setembro podem chegar a 60mm; porém, as precipitações serão irregulares. Esses volumes são benéficos, mas ainda longe do ideal.
No Norte de Minas e no Espírito Santo, a situação permanece semelhante ao mês anterior, com praticamente nenhuma chuva, embora regiões isoladas possam registrar acumulados de até 40mm.
A previsão indica chuvas dentro da média para o período, com exceção do Leste de São Paulo, onde os volumes podem superar em até 50mm o esperado para a época.
No Sul, as chuvas permanecerão constantes e bem distribuídas, com todos os estados registrando bons acumulados, superiores aos dos últimos dois meses. A previsão indica volumes acima da média histórica para o período, podendo ultrapassar em até 50mm.
As maiores precipitações irão ocorrer no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com acumulados entre 130mm e 230mm. No Paraná, os volumes serão menores, variando entre 130mm e 200mm.
As temperaturas médias seguem em elevação em todo o território nacional, com grande parte do país apresentando anomalias positivas, variando entre 0,2°C e 2°C acima da média histórica.
Nas regiões Norte e Nordeste, as médias ficarão entre 25°C e 30°C, semelhantes ao mês anterior. No Centro-Oeste, o calor se intensifica, com médias também entre 25°C e 30°C, exceto no Sul de Mato Grosso do Sul, onde os termômetros devem registrar em média 22°C.
No Sudeste, também haverá aumento das temperaturas. Em São Paulo, o Sul do estado terá média de 25°C, enquanto o restante ficará em torno de 22°C. Rio de Janeiro, Leste e Sul de Minas Gerais registrarão médias de 22°C, enquanto Espírito Santo, Oeste e Norte de Minas terão temperaturas médias entre 25°C e 27°C.
Na região Sul, como esperado para o período, serão registradas as menores médias do país, variando entre 12°C e 20°C. As temperaturas mais baixas ocorrem no Sul da região, aumentando gradualmente em direção ao Norte.
Figura 1.
Mapa de precipitação total prevista para setembro (mm).
Fonte: INMET
Figura 2.
Mapa de anomalias de precipitação prevista para setembro (mm).
Fonte: INMET
Figura 3.
Mapa de temperatura média prevista para setembro (°C).
Fonte: INMET
Figura 4.
Mapa de anomalias de temperaturas prevista para setembro (°C).
Fonte: INMET