Scot Consultoria
www.scotconsultoria.com.br

Carne cultivada em laboratório: o futuro da produção de carne?

por Rafael Suzuki
Quinta-feira, 18 de março de 2021 -15h00


Introdução


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estimou que, entre 2020 e 2050, será necessário um aumento de 70% na produção de alimentos para suprir a demanda gerada pelo aumento populacional. 


O desafio é grande devido às limitações de recursos e terras, abrindo oportunidades para novas produções de alimentos e o aprimoramento da sustentabilidade das produções atuais. 


Frente a esse cenário, a carne cultivada em laboratório tem ganhado espaço e aparenta ser um setor promissor. Mas afinal, como é possível criar carne em laboratório e quais os entraves, vantagens e desvantagens dessa produção?


Como é possível produzir carne cultivada em biorreatores?


Conhecida como carne in vitro, carne sintética, carne cultivada em laboratório ou até mesmo como carne limpa, a produção ocorre por meio do cultivo in vitro de células animais. Portanto, sem a criação e o abate animal. 


A figura 1 esquematiza a produção de carne in vitro. Basicamente, células-tronco obtidas por meio de embrião ou músculo esquelético são cultivados em um biorreator com meio de cultura (ex: hidrolisados de cianobactérias, fatores de crescimento e vitaminas). Os micro transportadores são introduzidos nas células cultivadas para que se desenvolvam em fibras musculares específicas e mais largas. 


Figura 1.
Produção da carne cultivada em biorreatores.
Fonte: adaptado de Zhang et al. (2020). 


Em 2013 foi produzido o primeiro hambúrguer do mundo feito