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Importações brasileiras de lácteos aumentaram em maio e junho

por Juliana Pila
Quinta-feira, 6 de julho de 2017 -06h45


As importações de lácteos tiveram aumento em maio na comparação mensal, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.


O volume importado foi de 17,70 mil toneladas. Na comparação com o mês anterior, a alta foi de 30,8%. Com relação aos gastos, o aumento mensal foi de 30,1%, totalizando US$60,13 milhões no período.


O produto mais importado foi o leite em pó. No total foram 9,60 mil toneladas que somaram US$32,62 milhões.


Os maiores fornecedores para o Brasil, em valor, foram o Uruguai, com 46,8%, a Argentina, com 38,2% e a Nova Zelândia com 4,1%.


Na comparação com igual período do ano passado (maio de 2016) a redução foi de 36,1% para o volume e 3,7% para os gastos.


Em curto e médio prazos, o câmbio (alta do dólar em relação ao real) e o aumento na produção em algumas regiões do país poderão ter influência sobre as importações brasileiras. No entanto, os atuais patamares de preços do leite em pó no mercado internacional continuam atraentes para as importações.


Em junho, até a quarta semana, a média diária foi de US$3,12 milhões em gastos com as importações de lácteos, frente aos US$2,81 milhões por dia em maio/17.


Se o ritmo continuar, o país fechará junho com um gasto de US$65,4 milhões em importações de lácteos. Este montante é 5,8% maior que o de maio/17 e 0,7% acima do registrado em junho/16.


Os aumentos nas importações estão ligados aos patamares de preços mais baixos no mercado internacional.


Com relação as exportações, os embarques brasileiros totalizaram US$6,30 milhões em maio. Na comparação com o mês anterior, o faturamento teve forte aumento, de 50,1%.


O volume embarcado cresceu na mesma proporção. Passou de 1,61 mil toneladas em abril para 2,26 mil toneladas em maio, alta de 40,5%.


O produto mais exportado foi o leite em pó, que somou 1,48 mil toneladas e US$3,28 milhões em faturamento.


Os principais compradores, em valor, foram a Arábia Saudita (15,3%), o Uruguai (10,7%) e o Chile (9,3%).


Na comparação com igual período do ano passado, o volume e o faturamento referentes às exportações brasileiras reduziram 29,5% e 39,7%, respectivamente.


A balança comercial brasileira de lácteos ficou negativa em maio, com déficit de US$53,83 milhões. No acumulado do ano (janeiro a maio) o déficit é de pouco mais de US$221,00 milhões.