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Margem dos frigoríficos melhora com a queda da arroba

por Alex Santos Lopes da Silva
Quarta-feira, 4 de maio de 2016 -05h50


A margem dos frigoríficos que fazem desossa, pela primeira vez em abril, rompeu a barreira dos 15,0%, depois que os preços da arroba caíram em São Paulo. Via aumento de preços da carne, não se vê melhora de resultado da indústria há algum tempo. 


Ainda assim, a diferença entre receita e custo com matéria-prima voltou a ficar abaixo do resultado de um ano atrás.


Não há mudança na conjuntura, no rumo de queda tomado pelo mercado de carne bovina. A situação se intensifica à medida que o ano avança e que os sintomas da recessão vão sendo mais sentidos.


Os preços dos cortes, aliás, caminham no sentido contrário ao da maioria dos produtos comercializados no país. A carne de traseiro caiu, em média, 12,9% em relação ao começo do ano. Estamos com inflação acumulada de 2,6% (IPCA).


Nem mesmo o frango, proteína que normalmente tem a preferência da população quando há necessidade de corte de despesas, tem se livrado no momento baixista. Em abril a carcaça comercializada pelas indústrias recuou 5,4%.


A recessão e suas consequências, entre elas a queda de consumo, tem sido uma das responsáveis pela queda nas projeções de inflação, que segundo o Boletim Focus do Banco Central, deve terminar 2016 abaixo dos 7,0%.