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Governo estuda lançar Secretaria para incentivar reflorestamento no país

Quarta-feira, 12 de agosto de 2015 -11h27

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, revelou que estuda lançar a Secretaria Especial de Florestas, sob controle da pasta, como um dos esforços do governo para um forte programa de reflorestamento em todo o país, a fim de neutralizar a emissão de carbono.


O iminente anúncio pode ocorrer durante ou após a passagem da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, nos próximos dias 19 e 20, quando vai anunciar um aporte de 32 milhões de euros - cerca de R$100 milhões - para um fundo de preservação.


"Será uma secretaria dedicada às florestas e à implementação do Código Florestal em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro", complementou a ministra. "Nós estamos em negociação com os alemães. Com a visita da chanceler Angela Merkel, a expectativa é que anunciemos iniciativas de cooperação", declarou.


As iniciativas em comum devem consolidar a proposta do Brasil que será levada à COP21 em Paris em dezembro, quando há possibilidade de a ministra anunciar a Secretaria de Florestas e outras ações do Brasil. A proposta será finalizada logo após a visita de Merkel, avalizada pela presidente Dilma Rousseff.


A novidade sobre a secretaria, o anúncio de nova concessão de florestas no Pará e o novo boletim do Cadastro Ambiental Rural mostrando avanços no setor foram os temas do 2º Encontro Nacional de Editores, Colunistas e Blogueiros (Enecob), network promovido pela Coluna Esplanada, em Brasília, no domingo e na segunda-feira, com jornais de 23 capitais onde é reproduzida.


A ministra ressaltou que a entrega da Contribuição Nacional Determinada à Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima é um esforço conjunto entre sociedade civil, setor privado e outros cinco ministérios. "Há um envolvimento do Ministério do Meio Ambiente, da Fazenda, do Planejamento, da Agricultura e de Minas e Energia", explicou.


Reflorestamento


Para Izabella Teixeira, a principal ambição do Brasil para contribuir para o meio ambiente e levar para a Conferência do Clima, em Paris, é a taxa de reflorestamento. "O desafio é começar a capturar (carbono) por reflorestamento", afirma.


Ela destacou que a restauração florestal é a oportunidade de se criar uma nova economia no Brasil: "Construir uma ação de desenvolvimento, onde a floresta em pé e a floresta restaurada com tecnologias gerem emprego, desenvolvimento, inclusão social. Portanto eu tiro da agenda o (desmatamento) ilegal".


A meta de reflorestamento que o país assumiu internacionalmente é diminuir, até 2020, 80% do desmatamento na Amazônia. Até então, foram alcançados 76% desse número, de 27 mil km2 de áreas desmatadas em 2004 para 4 mil em 2014.


Fonte: Canal do produtor. 12 de agosto de 2015.