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Entre o Pibinho e o Pib„o

por Instituto Liberal
Quinta-feira, 19 de julho de 2012 -10h03

O crescimento do Produto Interno Bruto, mais conhecido como PIB, no ano em curso parece estar rateando no Brasil. Economistas de diferentes formações e ideologias avaliaram que a taxa deste ano ficará em torno de 2%. Isto significa que, per capita, vamos perder posição vis-à-vis países mais maduros.


Dilma nos conforta tentando desviar o foco para o social, afirmando que o importante é o que uma nação faz para suas crianças e para seus adolescentes e que temos cada vez mais gente recebendo pequenas mesadas do Estado, como é o caso do Bolsa-família. Ainda assim, nossa posição no ranking de bem-estar social não melhorou.


O que Dilma não concebe é que o mercado pode dar melhores soluções do que o Estado. O Brasil continua sendo o país onde os campeões são selecionados pelo Estado e o campeonato é político. O BNDES atua como árbitro, um árbitro que interfere nos resultados do jogo, tomando partido ao escolher os campeões. Quase sempre o próprio BNDES é obrigado a tomar participações minoritárias no capital social desses campeões.


Com este comportamento, não só o Estado subsidia, mas também cria espaços para os defensores da ideologia do Estado grande.


Dilma, como o seu ministro da Fazenda, Mantega, prefere atitudes específicas. Em vez de reconhecer os elevados impostos incidentes sobre os produtos em geral, não os reduz como um todo, mas o faz de maneira específica. Outra vez, escolhe os campeões.


A crença de que o Estado, e não o mercado, deve orientar as decisões dificulta a tomada de decisões. O tamanho do Estado gera uma carga fiscal intolerável.


Outra vez, o Estado intervém e, resolvendo problemas específicos, estimula a dependência (dele) e não, a subordinação ao mercado.


É assim que caminha o Brasil. Quando cresce, é o Brasil do Pibão; quando não, é o Brasil social.

Por Arthur Chagas Diniz