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Entenda porque a cúpula do MST se aliou às ONGs contra a reforma do Código Florestal

por Ciro Siqueira
Quarta-feira, 4 de janeiro de 2012 -18h04
Policiais militares ambientais de Aquidauana no Mato Grosso do Sul, em fiscalização de rotina na tarde do dia 23 de dezembro, no município de Dois Irmãos do Buriti (MS) autuaram 3 trabalhadores rurais, assentados da reforma agrária por desmatamento, exploração de madeira e porte de motosserra sem autorização ambiental.

Os policiais localizaram um desmatamento de 8 hectares, no lote 57, do assentamento Marcos Freire. O assentado foi multado em R$2.400,00 e as atividades foram paralisadas.

Ele também responderá por crime ambiental. Se condenado, poderá pegar pena de 3 a 6 meses de detenção.

No lote 91, os policiais encontraram 80 postes de madeira que foram cortados sem autorização ambiental. O assentado, proprietário do lote foi multado em R$300,00. Ele também responderá por crime ambiental. Se condenado, poderá pegar pena de 6 meses a 1 ano de detenção.

O assentado, residente no lote 8, teve uma motosserra apreendida, pois não possuía documentação de porte e uso. Ele foi multado em R$1.000,00. O porte de motosserra é somente infração administrativa, somente sua utilização sem autorização é crime. O assentado do lote 8 não corre risco ser preso.

As informações acima são do quartel da PMA de Campo Grande - MS. Agora veja a notícia abaixo:

Ibama anistiará multas em nome da eficiência econômica

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estuda suspender a cobrança de pequenas multas ambientais. O motivo são os altos custos dos processos judiciais, que superam o valor da maior parte das penalidades dessa categoria.

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou na terça-feira que a proposta é transformar todos os autos de infração com multa de baixo valor em advertências, sem cobrança para o infrator.


Alguém viu alguma ONG reclamando disso? Alguém viu alguma ONG organizando protesto contra isso na Alemanha?

Eis aí porque a cúpula do MST pulou para o lado das ONGs na questão do Código Floresta.

Embora as exigências da lei vigente prejudiquem os assentados da reforma agrária.

Embora o Código Florestal dificulte o processo de distribuição de terras, uma vez que o Incra precisa adequar os imóveis à lei antes de dividi-lo.

Embora a reforma beneficie pequenos imóveis como são o caso de todos os assentados da reforma agrária, a cúpula do MST abraçou as ONGs para não apanhar delas.

O nome disso é greenwashing. É o diabo na rua, no meio do redemoinho, se pintando de verd e para parecer santo.