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Defensivos na mira dos produtores

por Fabio Lucheta Isaac
Segunda-feira, 12 de junho de 2006 -12h48
O aumento dos gastos com defensivos na safra atual deflagrou a criação de um Consórcio Cooperativo Agropecuário Brasileiro (CCAB). O CCAB inicialmente está focado em alternativas para reduzir o peso dos defensivos nos custos totais.

A intenção é a obtenção de registros de produtos químicos com patentes vencidas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Conseguindo o registro dos produtos, o Consórcio importaria os ingredientes para fabricar produtos genéricos no Brasil, em parceria com companhias que não fazem parte do grupo das grandes multinacionais que dominam o mercado de agroquímicos no Brasil.

Posteriormente, o Consórcio pretende criar uma empresa que operaria como um pool de compras, com objetivo de reduzir custos.

O CCAB agrupa cerca de 15 mil produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Maranhão, que juntos respondem por uma área plantada de 6 milhões de hectares e produzem 16 milhões de toneladas (principalmente soja, milho e algodão).

Pelo tamanho dos números agrupados pelo Consórcio, a competitividade deste mercado deve ficar mais acirrada, incluindo a pressão sobre o registro de produtos genéricos. Quanto maior a competitividade, maior é a exigência em inovações tecnológicas e estruturais para que uma empresa se mantenha no mercado. (MGT)