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A competência incomoda; os medíocres desmoralizam...

por Fabio Lucheta Isaac
Sexta-feira, 24 de junho de 2005 -12h15
Mesmo depois da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, entidade que congrega países industrializados, concluir que o Brasil não subsidia a sua agropecuária, o debate, novamente, volta à tona. Tudo num momento em que a Comunidade Européia sinaliza reduzir os subsídios.

Desta vez foi o “Financial Times”, influente diário britânico, a publicar matéria hostilizando o potencial brasileiro.

Sob o título “Fazendas do Brasil poderão alimentar o mundo”, o articulista “demoniza” a luta dos agropecuaristas, e suas lideranças, em aumentar a competitividade brasileira.

Em meio a números corretos sobre a expansão e a competitividade da agropecuária brasileira, o articulista perfuma seu texto com barbaridades preconceituosas com relação à capacidade empresarial de líderes que vivem em países do hemisfério Sul.

Lançando mão de dizeres, planos e colocações de políticos e lideranças da agropecuária brasileira, como Carlos Lovatelli, presidente da ABAG, Blairo Maggi, governador do Mato Grosso e Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura, o articulista condena a “ambição” brasileira de ocupar um lugar de destaque no cenário agropecuário internacional. Como se fosse crime querer crescer!!!

No caso de Rodrigues, ele vai além, ironizando o teórico contra-senso entre a empresa rural de sua família e a postura do mesmo, favorável às pequenas empresas familiares. Como se o agronegócio fosse contrário ao desenvolvimento social. Assim como os inúmeros agropecuaristas brasileiros, a empresa rural da família de Rodrigues, na região de Jaboticabal, Estado de São Paulo, foi planejada e construída ao longo de vários anos. Hoje é altamente produtiva, com alta tecnologia e, sim, por que não dizer, ecologicamente e socialmente correta?

É até dever de um jornalista preocupar-se e informar a sociedade. E mesmo tentar se defender contra o potencial de uma nação, que tem todas as condições de produzir da maneira mais eficiente, e mais ecológica (por incrível que possa parecer) tanto os alimentos como o combustível do novo século.

Porém, distorcer informações e ridicularizar o trabalho de uma sociedade em ser mais competitiva, mostra um crônico descaso com o potencial de países em desenvolvimento. A postura deste cidadão britânico, com acesso aos meios de comunicação mais influentes do mundo, justifica a horda de radicais que sempre se opõe ao suposto imperialismo britânico e norte-americano.

Uma vergonha para os britânicos!! Eles não teriam chegado aonde chegaram se o seu povo tivesse a mentalidade deste infeliz.

Só faltou que ele recomendasse à Real Marinha Britânica que atravessasse novamente o atlântico, apontasse os canhões para os portos brasileiros e dessem suporte aos seus negociantes. Engraçado, que quem conhece a trajetória de Irineu Evangelista de Souza - o Barão de Mauá - já viu esta história.
Eta inglesinho fora de época. (MPN)