Amigos, a frase do título de hoje é de René Descartes (filósofo, físico e matemático francês).
Eu não a trouxe aleatoriamente, mas confesso que não imaginaria trazê-la tão rápido.
Para iniciar a mensagem que quero trazer hoje, preciso primeiro relembrar algo que disse no B&C1661 (há 2 semanas atrás), se lembram?
No artigo “Para onde toca essa boiada?” comentei sobre o anúncio do tarifaço de Trump e sobre a “bomba” que caiu como consequência sobre os preços do boi gordo, que fizeram os preços despencarem (recentemente, perderam o suporte de R$300,00/@). Mas, no mesmo artigo, escrevi duas frases que farão ligação com o título de hoje.
1. Notícias trazem ruídos, enquanto fundamentos trazem tendências.
2. Eu ainda acredito nos fundamentos, e você? (lembrando que posso estar errado!).
O que quis dizer no artigo e nas frases?
Apesar de o impacto das tarifas ser ruim para o setor, não era (e não é) o fim do mundo!
Fazendo contas, analisando fundamentos e mercado, entre outros, a conta não fechava para a queda de preços que o mercado precificou, principalmente nos contratos futuros. Mas eu mantive minha convicção, acreditando que, uma hora, os fundamentos iriam se sobressair e que o momento seria mais um ruído – como vários outros que já passaram nos ciclos.
Passaram-se alguns dias e, acreditem... os preços no mercado futuro já se recuperaram e, em alguns casos, até ultrapassaram o nível de antes do anúncio (9/7). Os preços do mercado físico ainda não reagiram na mesma direção, mas ao menos se estabilizaram e, aparentemente, não estão com força para continuar caindo (figura 1).
Figura 1.
Preços da arroba do boi gordo.
Fonte: B3 / Elaboração: Raphael Galo.
Pegando o gancho da figura com o título do texto, o tempo (hoje) nos mostra o que a razão (ou falta dela) dos players do mercado na semana do anúncio e na seguinte não condizia com o que os fundamentos e a tendência indicavam, e esses, muitas vezes, realmente levam tempo.
E aí me pergunto, quem foi mais rápido dessa vez? O tempo? A razão? Ou a razão no tempo?
Dica de hoje: as projeções de margem para os próximos meses voltaram a ficar bem positivas com essa “puxada” recente nos preços. Eu acredito que podem melhorar ainda mais com o passar do tempo, mas já garantir margem não é algo que pode ser descartado... pense bem!
Afinal, o mercado muda a toda hora e as notícias ainda continuarão fazendo ruídos nos preços.
Forte abraço e até a próxima!