Amigos, no informativo Boi & Companhia 1655 do início deste mês, trouxe alguns dados que vale a pena relembrar.
Estudando o mês de junho dos últimos 14 anos, temos os seguintes dados:
• Média de valorização da @ em junho, perante maio: +0,8%;
• Pior variação da @ em junho, perante maio: -2,6% (em 2016);
• Melhor variação da @ em junho, perante maio: +4,8% (em 2013).
Aplicando esses dados sobre o preço de fechamento de maio/25 (R$301,96/@) teríamos:
• Pior variação, final de junho: R$293,96/@;
• Média variação, final de junho: R$304,22/@;
• Melhor variação, final de junho: R$316,54/@.
E como estamos agora, passada a primeira quinzena? Temos os seguintes preços no dia 17/6: R$315,33/@ no indicador B3 e o contrato futuro de junho cotado a R$316,85/@, lembrando que este vence no dia 30/6 e é liquidado financeiramente pela média dos últimos cinco pregões.
Figura 1.
Comportamento de preços da arroba do boi gordo.
Fonte: B3. Elaboração: Raphael Galo
Fica claro, na figura 1, que os preços futuros estavam bem descolados no início do mês e ficaram “ziguezagueando” lateralmente. Enquanto isso, o preço do mercado físico spot (indicador B3), após boa melhora, vem encontrando os preços do contrato futuro de junho.
Se avaliarmos a situação atual no dia 17/6, vemos que os preços do contrato futuro estão bem próximos da estatística de melhor retorno dos últimos 14 anos, como apontado no estudo, e ainda há um espaço para que os preços do físico continuem subindo até alcançar essa região de preços.
Tabela 1.
Comportamento de preços da arroba do boi gordo.
Fonte: Cepea. Elaboração: Raphael Galo
Se o mercado se comportar como na média, há condições dos preços spot (indicador B3) chegarem no final do mês a R$325,08/@ - considerando o preço de R$314,73/@ (fechamento do dia 13/6), adicionado da variação média entre as quinzenas do mês dos últimos anos: 3,3%.
O cenário que eu acredito, você já conferiu no informativo Boi & Companhia 1655.
Para finalizar, trago uma reflexão: o mercado todo concluiu que a melhora nos preços spot dentro do mês vem sendo carregada pela exportação (com maior volume e melhor preço médio). Mas será que o mercado está colocando na conta que partimos de um dólar a R$5,72 no fim de maio para R$5,50 no dia 17/6, uma queda de 3,9%? Será que a indústria exportadora vai absorver essa redução na margem ou irá pressionar o pecuarista nesta segunda quinzena?
Temos ainda uma escalada dos preços do petróleo, devido à guerra no Oriente Médio, que já traz impacto direto no custo dos fretes marítimos. Será que nossos parceiros importadores absorverão esse custo ou pressionarão por preços menores?
Muitas perguntas, algumas análises e a conclusão somente no final do mês.
Forte abraço e até a próxima!