Na praça pecuária paulista, o primeiro semestre do ano foi marcado pela queda nos preços dos bovinos de reposição, tanto para machos, quanto para fêmeas (figuras 1 e 2). A queda ocorreu devido ao aumento na disponibilidade de fêmeas para abate, o que resultou em uma retração nos preços do boi gordo, influenciando o mercado de reposição.
No segundo semestre, o cenário se inverteu. Houve menor participação de fêmeas nos abates e, também, menor oferta de fêmeas para a renovação do plantel (reposição). Com uma demanda aquecida e uma oferta de fêmeas mais comedida, os preços da arroba do boi gordo subiram, refletindo positivamente nos preços dos bovinos para reposição.
Figura 1.
Comportamento dos preços da cotação de machos anelorados, em São Paulo, ao longo do ano, em R$/cabeça.
Fonte: Scot Consultoria
Figura 2.
Comportamento dos preços da cotação de Fêmeas anelorados, em São Paulo, ao longo do ano, em R$/cabeça.
Fonte: Scot Consultoria
Neste ano, o momento mais favorável para compra pelo recriador e invernista foi em outubro. Nesse período, eram necessárias 12,3 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro, 10,2 arrobas para um garrote, 8,5 arrobas para um bezerro de ano e 7,3 arrobas para um bezerro de desmama.
Por outro lado, o momento mais desfavorável foi entre junho e julho, quando eram necessárias 13,6 arrobas de boi gordo a compra de um boi magro, 11,8 arrobas para um garrote, 10,0 arrobas para um bezerro de ano e 8,8 arrobas para um bezerro de desmama (figura 3).
Figura 3.
Relação de troca: arrobas de boi gordo, em São Paulo, necessárias para compra de um animal de reposição.
Fonte: Scot Consultoria
Em curto prazo, os preços no mercado de reposição devem seguir firmes e assim seguir em 2025, com destaque às categorias mais jovens (bezerros), que deverão ter uma oferta mais comedida, resultado do intenso abate de fêmeas ocorrido nos últimos dois anos – com destaque a 2023, ano, cujos bezerros da estação de monta refletirão no mercado de reposição em 2025.