A oferta de couro bovino não apresentou mudança significativa em relação ao final de 2007, e os preços seguem estáveis.
A pressão por novos recuos, entretanto, está forte. Devido à valorização do real, o Brasil perdeu competitividade no mercado internacional e os compradores estrangeiros pressionam por recuos nos preços finais.
Os curtumes adotam a mesma postura, na tentativa de reduzir o custo de aquisição da matéria-prima.
Os frigoríficos, diante da lentidão observada no mercado do boi gordo, com baixa disponibilidade de gado para abate, resistem.
Como resultado, poucos negócios foram realizados neste início de ano.
SEBO
A oferta de sebo também não variou significativamente, ou seja, encontra-se relativamente baixa. Entretanto, algumas indústrias do Brasil Central recuaram em R$0,10/kg o preço e trabalham com a expectativa de que a disponibilidade do produto melhore a partir das próximas semanas.
No Sul do País, o aumento temporário na oferta de gado resultou em queda de R$0,10/kg na última semana, mas o mercado já voltou para R$1,70/kg.
EXPORTAÇÃO
Como resultado da oferta reduzida, da demanda relativamente aquecida e do aumento dos embarques de produtos de maior valor agregado, o preço médio do couro exportado pelo Brasil subiu em 2007.
A maior alta foi observada para o couro
wet blue, cujo preço médio foi de US$45,57/peça em 2007 (janeiro a novembro), com reajuste de 51,69% em relação ao mesmo período de 2006, quando o preço médio foi de US$30,04/peça.
Os couros salgado, semi-acabado e acabado também apresentaram reajustes entre 2006 e 2007, de 11,83%, 11,56% e 5,58%, respectivamente.