A recente valorização do dólar, com alta de 5,9% (ou R$0,10) entre os dias 14 e 27 de novembro, possibilitou a sustentação dos preços do couro bovino no Brasil Central e no Sul do País. Mas apesar do reajuste nesse período, o dólar voltou a cair após o dia 27.
Diante das oscilações constantes do câmbio, o mercado está “inseguro” e os compradores de couro adiam os negócios na expectativa de um cenário mais estável.
A oferta, por sua vez, segue ajustada. Os frigoríficos enfrentam dificuldades no preenchimento das escalas de abate e algumas indústrias já reduziram o abate para apenas um turno, além de não abaterem aos sábados.
Mesmo diante da baixa disponibilidade de couro bovino, as exportações e a valorização do real ditaram o andamento do mercado ao longo da entressafra (figura 1).
SEBO
Os preços do sebo seguem em alta e já ultrapassam o valor observado para o couro. Diante da menor dependência do mercado externo e, portanto, do câmbio, a baixa disponibilidade tem regulado o mercado.
Apesar da oferta reduzida, esta tem conseguido atender à demanda da indústria, composta principalmente pelo segmento de higiene e limpeza. Dessa forma, recuos são esperados quando o gado de pasto aparecer em volume significativo – provavelmente apenas no início de 2008.
A perspectiva de uso do sebo na produção de biodiesel pode ser um fator de sustentação. Entretanto, até o momento os investimentos em plantas que utilizam essa matéria-prima foram pontuais, o que pode limitar sua influência.