O mercado está frouxo. No Brasil Central ainda são registrados negócios a R$2,15/kg, para o couro de primeira linha, mas poucos. A maior parte das transações ocorre entre R$2,00/kg e R$2,10/kg. O preço referência do couro catado também recuou.
Também no Rio Grande do Sul foi registrado um ajuste para a cotação do couro verde.
A valorização do real, que afeta negativamente a margem dos curtumes, sustenta o movimento de baixa. Vale destacar que, em meados de agosto, no auge da crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos, o dólar chegou a ficar acima de R$2,09. Mas na última terça-feira, dia 2, ele fechou em R$1,825. Um recuo de mais de 12,6% em apenas um mês e meio.
Os curtumes alegam também que as vendas não evoluem num bom ritmo, e aí, mais uma vez, existe o efeito negativo da crise norte-americana sobre a venda de estofados, por exemplo.
Na outra ponta, a oferta de matéria-prima (couro verde e salgado) voltou a recuar. No Brasil Central, a primeira rodada dos animais confinados já foi negociada. No Rio Grande do Sul, a disponibilidade de animais para abate tem sido muito baixa durante praticamente o ano todo, mas existe a perspectiva de que melhore um pouco agora, com a liberação dos campos para o plantio de grãos. Vamos ver.
Vale destacar que, em meados de agosto, no auge da crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos, o dólar chegou a ficar acima de R$2,09. Mas na última terça-feira, dia 2, ele fechou em R$1,825. Um recuo de mais de 12,6% em apenas um mês e meio.
De toda forma, o setor espera que, ao menos até o final do ano, as ofertas de couro se mantenham, de forma geral, retraídas. Ainda mais com a seca que vem castigando o Brasil Central.
Tanto falta gado e, conseqüentemente, derivados, que com exceção do couro, quase tudo está em alta: boi, vaca, carne, sebo, etc.
Ainda assim, os curtumes sinalizam que continuarão pressionando o mercado.
SEBO
A cotação do sebo bovino reagiu R$0,10/kg no Brasil Central e R$0,05/kg no Rio Grande do Sul. Além da oferta extremamente reduzida, as vendas estão aquecidas, seja para o setor de higiene e limpeza, seja para a fabricação de biodiesel.
No Brasil Central o mercado do sebo vinha andando de lado desde o início de julho, quando havia sido registrada uma retração de 0,05/kg.
Em relação ao mesmo período do ano passado, as atuais cotações do sebo bovino estão 31% mais altas, tanto no Rio Grande do Sul quanto no Brasil Central.
O biodiesel e o ajuste produtivo são os motores da valorização do sebo bovino.