Preços estáveis para o couro verde, apesar de terem sido registrados negócios diferenciados.
Os curtumes reclamam das margens exageradamente ajustadas, principalmente na venda de
wet blue. Inclusive tem frigorífico, integrado com curtume, que optou por disponibilizar no mercado parte da produção de couro verde. Até algumas semanas atrás, vinha curtindo tudo.
Porém, a oferta reduzida mantém o mercado firme, sendo que no Brasil Central foram registrados mais negócios na faixa de R$2,25/kg do que na semana passada.
É verdade que, em algumas regiões, as ofertas de boi gordo e, conseqüentemente, de couro verde melhoraram um pouco. Destaque para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, onde tem muito gado confinado.
Mas isso não tem sido suficiente para amenizar os efeitos da redução de oferta nas regiões Sul, Norte e Nordeste. Aliás, a oferta não deve se restabelecer tão cedo, em função da seca severa que acomete essas regiões. Há muito gado morrendo de sede e fome por aí.
Em síntese, mercado firme para o couro verde, apesar do descontentamento dos curtumes.
RECUO DAS EXPORTAÇÕES
Em julho, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou 26,97 mil toneladas de couro, recuo de 15% em relação às 31,65 mil toneladas de junho e retração de 8% em relação às 29,19 mil toneladas de julho de 2006.
Foi o terceiro mês seguido de queda em relação ao mesmo período do ano anterior. Acompanhe na figura 1, em destaque.

O fato se deve à redução da produção de couros, por conta de dois fatores principais. Primeiro, pelo ajuste na oferta de matéria-prima. Segundo, pelo fato de alguns curtumes avaliarem que realmente não está compensando curtir, reduzindo propositadamente a produção.
Os preços de exportação, por sua vez, estão firmes. Assunto para a próxima edição.