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A pressão é de baixa

por Fabiano Tito Rosa
19/07/2007 - 17:53
As cotações do couro verde seguem estáveis, porém as pressões baixistas estão ganhando força. Além da questão cambial, com a cotação da moeda norte-americana rumando em direção a R$1,80 por US$1,00 (veja figura 1), os curtumes informam que a demanda esfriou.
As exportações, graças ao câmbio e à proximidade do período de férias na Europa, teriam recuado um pouco ao longo das últimas semanas. É preciso esperar a consolidação dos dados, mas de acordo com informações preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a média diária das exportações do grupo “calçados e couro”, entre os dias 1 e 15 de julho, ficou em US$16,82 milhões, um recuo de 10% em relação ao mesmo período do mês anterior e de 0,3% em relação ao mesmo período de 2006. Já o mercado interno, por sua vez, há tempos vem trabalhando em ambiente de baixíssima liquidez. A crise dos setores de calçado, têxtil e moveleiro é a principal responsável por esse quadro. E por falar em crise, a Calçados Reichert, de Campo Bom – RS, anunciou o fechamento de 20 unidades produtivas no Estado. A empresa, cuja produção é voltada para o mercado externo, com destaque para Estados Unidos e Europa, sentiu a perda de competitividade por causa da valorização cambial e à concorrência chinesa. De acordo com reportagem da revista Courobusiness, a Reichert, que chegou a embarcar US$85 milhões em 2006, manterá apenas uma fábrica de componentes para calçados em Campo Bom. Voltando ao mercado do couro verde, o único fator de sustentação dos preços continua sendo o volume relativamente reduzido de matéria-prima disponível no mercado.