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Dólar recua novamente e volta a pressionar o mercado do couro

por Fabiano Tito Rosa
12/07/2007 - 17:58
Preços estáveis para o couro bovino, mas em algumas praças os curtumes retomam as pressões baixistas. As ofertas se mantêm relativamente ajustadas, apesar do ligeiro avanço das escalas no Brasil Central, após os seguidos reajustes registrados para a cotação da arroba. No entanto, o câmbio rompeu o “piso” de R$1,90 por US$1,00. Na segunda-feira, dia 9, fechou em R$1,898, o valor mais baixo desde outubro de 2000. E agora, no mercado, já se fala que vai ladeira abaixo ao menos até R$1,80. Nunca é demais lembrar que cerca de 80% do couro produzido no Brasil é negociado no mercado internacional. Portanto, a cotação da moeda norte-americana exerce forte influência sobre o mercado doméstico. É verdade que, apesar da proximidade do período de férias na Europa, as exportações brasileiras mantêm um bom ritmo, graças, principalmente, à demanda elevada por parte dos asiáticos. Nesse caso, destaca-se a China. Mas os curtumes alegam que, apesar do desempenho relativamente bom em termos de venda, a margem está apertada, em função da valorização do Real. Portanto, o único fator de sustentação dos preços do couro verde continua sendo a reduzida disponibilidade do produto. SÃO PAULO É O PRINCIPAL EXPORTADOR DE COURO De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), disponibilizadas pelo sistema AliceWeb, o Brasil exportou US$939,71 milhões em couro no acumulado de janeiro a maio deste ano. Em relação ao mesmo período de 2006 houve um aumento de quase 34%. São Paulo se destaca como o principal exportador nacional, com faturamento de US$324,08 milhões nos primeiros cinco meses de 2007, o equivalente a 34,5% da receita brasileira. Em seguida vem o Rio Grande do Sul, com 24,4%. Veja na figura 1.