Mais uma semana de preços estáveis para o couro verde. Houve uma redução das pressões baixistas após os recuos registrados em junho.
É preciso considerar também que a oferta relativamente reduzida de couro limita o espaço para novos recuos de preços.
As escalas dos frigoríficos chegaram até a avançar um pouco nos últimos dias, após a cotação da arroba do boi gordo alcançar R$60,00 em várias praças do Brasil Centra. Mas se trata de um “alívio” momentâneo, que ainda assim não foi suficiente para fazer com que as indústrias voltassem a trabalhar a toda capacidade. Em outras palavras, o nível de ociosidade continua elevado.
Com relação à demanda, os curtumes já reportam os reflexos negativos da proximidade do período de férias na Europa. Mas ainda assim, as exportações mantêm um bom ritmo. Os asiáticos estão comprando muito couro, com destaque para a China na importação de semi-acabado.
Dessa forma, a tendência para o mercado do couro verde, ao menos no curto prazo, é de preços estáveis.
VARIAÇÕES DE PREÇOS
As cotações médias do couro verde, em junho, ficaram em R$1,44/kg no Brasil Central e R$2,10/kg no Rio Grande do Sul, no mercado comum. Em relação a maio, no Brasil Central, a variação foi negativa, de -10%. No Rio Grande do Sul, preços estáveis.
Acompanhe, na tabela 1, as variações em relação a junho de 2006.

O bom desempenho das exportações e o ajuste de oferta respondem pelo aumento significativo dos preços do couro verde em relação a junho de 2006. Com relação às ofertas, destaque para a forte retração observada no Rio Grande do Sul. Alguns frigoríficos e curtumes do Estado chegaram a paralisar temporariamente as atividades.
Já no mercado de primeira linha, o preço médio do couro verde, no Brasil Central, ficou em R$2,16/kg em junho deste ano. Retração de 8% em relação aos R$2,34/kg de maio.
SEBO FIRME NO RS
A demanda por sebo bovino, principalmente por parte das indústrias do setor de higiene e limpeza, esfriou neste início do segundo semestre de 2007. Por conta disso, a cotação do produto recuou R$0,05/kg no Brasil Central ao longo dos últimos dias.
Já no Rio Grande do Sul, a oferta extremamente reduzida levou a um reajuste positivo de R$0,10/kg, mesmo com a procura fraca.
Veja na tabela 2 as variações das cotações do sebo bovino em relação a junho de 2006.

A reação foi mais forte no Brasil Central graças ao maior aumento da procura, por conta da produção de biodiesel.
Considerando-se os principais derivados bovinos, carne, couro e sebo, os preços deste último foram os que registraram os maiores aumentos ao longo do último ano.