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Variações do trimestre

por Fabiano Tito Rosa
05/04/2007 - 18:27
Mais uma semana de preços estáveis para o couro verde. A oferta continua ajustada, o que deixa o mercado firme. Por outro lado, a resistência dos curtumes a novos reajustes é forte, em função da valorização do Real. Nos últimos dias o câmbio chegou a R$2,04 por US$1,00. No ano já acumula queda de 4,2%. Diante desse quadro, a tendência é que o mercado do couro verde siga andando de lado ao longo dos próximos dias. VARIAÇÕES DO TRIMESTRE Mercado firme para o boi gordo e derivados no primeiro trimestre de 2007, graças a uma safra relativamente atípica em termos de oferta de animais terminados. Na outra ponta, demanda aquecida para o couro, principalmente através das exportações, e para o sebo, por causa do crescimento da produção de biodiesel. Acompanhe na tabela 1 as variações das cotações médias do couro verde ao longo do primeiro trimestre de 2007.
Entre janeiro e março os preços médios reagiram 2,7% no Brasil Central e 7,1% no Rio Grande do Sul. O boi gordo, no mesmo período, reagiu 4,7% em São Paulo (referência para o Brasil Central) e 7,2% no Rio Grande do Sul. Já para o sebo bovino, as variações estão expostas na tabela 2.
Entre janeiro e março a cotação do sebo bovino reagiu 5,6% no Brasil Central e 19,3% no Rio Grande do Sul. Veja que, tanto para o couro quanto para o sebo, os aumentos foram maiores no Rio Grande do Sul, justamente onde houve uma maior retração na oferta de gado e, conseqüentemente, de derivados bovinos. A julgar pelas cotações atuais e pela firmeza dos mercados de couro e sebo, os preços médios de abril deverão superar os de março. EXPECTATIVAS DO CÂMBIO Cerca de 70% da produção nacional de couro é negociada no mercado internacional. Tem-se aí a medida da importância da taxa de câmbio para o bom desempenho do setor curtumeiro. Mas as expectativas do mercado financeiro não ajudam muito. De acordo com o site Couronews, as projeções de câmbio para o final de abril caíram de R$2,10 para R$2,08 por dólar. Para o fim do ano o recuo foi de R$2,12 para R$2,11 por dólar. Somente para o final de 2008 a projeção ficou estável em R$2,20. As expectativas de mercado dão sinais claros de que os exportadores não devem esperar qualquer alívio por parte do câmbio. De toda forma, pior do que está não deve ficar.