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Mercado firme para o sebo

por Fabiano Tito Rosa
21/12/2006 - 19:01
  • Preços estáveis para o couro verde, tendência que deve se manter ao longo das próximas semanas. Reflexo da morosidade típica de virada de ano, com pouca pressão de compra e pouca pressão de venda.
  • Para 2007 o setor aponta, como grande fator de influência sobre os resultados comerciais, o câmbio. Se o real se mantiver exageradamente valorizado, os curtumes enfrentarão problemas, uma vez que a tendência é de oferta comedida ou de crescimento marginal na oferta de gado e derivados. SEBO EM ALTA
  • A cotação do sebo bovino alcançou R$0,90/kg no Brasil Central, com demanda aquecida.
  • A produção de biodiesel responde por esse aumento na procura. O biocombustível se transformará, no curto prazo, no maior mercado para o sebo bovino, substituindo o setor de higiene e limpeza.
  • Os preços do sebo bovino, em São Paulo e Goiás, estão firmes desde janeiro. De lá para cá, com base nas médias mensais, a cotação do produto nesses dois Estados reagiu 59,1%. Veja a figura 1.
  • A título de comparação, o preço médio do couro verde no Brasil Central, no mesmo período, subiu “apenas” 8,2%, sendo que houve recuo entre setembro e dezembro.
  • Os preços do boi gordo, entre abril e dezembro de 2006, reagiram 8,4% em São Paulo e 5,0% em Goiás. Vale destacar que, para todos os cálculos, a média de dezembro foi fechada no dia 20, data do fechamento desta coluna.
  • O fato da cotação do sebo bovino estar mais alta no Brasil Central do que no Rio Grande do Sul, sendo que neste último os preços caíram recentemente, também é explicado pelo biodiesel. Pois no extremo sul do País ainda não tem quem use esse derivado bovino para a produção de biocombustíveis.
  • Vale lembrar que a obrigatoriedade da inclusão de biodiesel ao diesel, da ordem de 2%, começa a vigorar apenas em 2008. Mas já existem 14 usinas em operação.
  • Alguns frigoríficos, por exemplo, estão produzindo biodiesel à base de sebo para utilização em frota própria.
  • Um deles, que está entre os maiores do País, pretende colocar em operação, no ano que vem, uma usina com capacidade de produção de 100 milhões de litros/ano, o que deve dar cabo de toda sua produção de sebo, gerando, inclusive, necessidade de compra adicional de matérias-primas, seja sebo ou outras matérias-primas.
  • A tendência, portanto, é de mercado firme para o sebo bovino em 2007.