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Exportações: Recorde em novembro
por Fabiano Tito Rosa
07/12/2006 - 19:24
As cotações do couro verde estão estáveis. Os curtumes, que trabalhavam com expectativa de preços mais baixos para a matéria-prima ao final do ano, já admitem que os recuos podem não se concretizar.
O motivo é o ajuste da oferta, uma vez que a disponibilidade de animais para abate diminuiu.
Sem contar que a valorização da arroba leva ao aumento da pressão dos frigoríficos contra a retração dos preços do couro verde.
Para o curto prazo a tendência é que o mercado do couro siga andando de lado.
EXPORTAÇÕES DE NOVEMBRO
Dados preliminares do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informam que, em novembro, o Brasil exportou 37,60 mil toneladas de couro, com faturamento de US$175,80 milhões.
Recorde. Nunca antes o País havia exportado tanto couro num único mês, em volume ou em valor.
Em relação a novembro de 2005, quando foram embarcadas cerca de 29,50 mil toneladas, com receita de US$118,90 milhões, houve aumento de 27,5% em volume e 47,9% em receita.
Em relação a outubro, o crescimento foi de 6,1% em volume e 2,6% em faturamento. No acumulado do ano, janeiro a novembro, os embarques brasileiros já totalizaram mais de 380,67 mil toneladas, com faturamento de US$1,69 bilhão. Acompanhe na figura 1 a evolução das exportações brasileiras de couro nos últimos meses.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas brasileiras já registram um aumento de 25% em volume e 33,3% em receita.
Aliás, o resultado parcial deste ano (ainda falta dezembro) já supera o total de 2005 em 20,8% no que diz respeito ao faturamento e 13% no que diz respeito ao volume.
Apesar do câmbio desfavorável, as exportações brasileiras de couro bovino caminham para um recorde histórico.
A reação dos preços internacionais ajudou na construção desse cenário. Este ano, em média, janeiro a novembro, o couro brasileiro foi exportado a US$4,40/kg. Alta de 6,5% em relação aos US$4,20/kg do mesmo período de 2005. Veja na figura 1 que em 2006 o faturamento cresceu em ritmo superior ao volume.
Mas a verdade é que o mercado doméstico não dá conta de absorver a produção nacional de couro. Independentemente do câmbio, cerca de 60% a 70% do couro brasileiro tem, impreterivelmente, que ser negociado no mercado internacional.