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Mercado futuro na semana

por Leandro Bovo
13/10/2016 - 14:40

A dinâmica do mercado não se alterou nesta última semana e a estratégia das indústrias de segurar qualquer movimento de alta em São Paulo tem tido bons resultados. É muito difícil impor queda nas cotações do mercado físico na praça paulista, porém, o volume de animais confinados tem sido suficiente para o preenchimento das escalas e aos poucos a expectativa de altas mais consistentes vai sendo transferida para os últimos meses do ano.

A demanda no mercado interno permanece sem grandes novidades, ainda com dificuldade de escoamento, porém, com o volume de abates reduzido não há grandes volumes de carne pressionando o mercado. A má notícia da semana ficou por conta das exportações, cujo volume embarcado na primeira semana de outubro ficou 5,0% abaixo do mês passado e 19,4% abaixo do mesmo período do ano passado. Se esse ritmo for mantido, os embarques de outubro ficariam próximos de 80,0 mil toneladas, patamar insuficiente para justificar uma maior agressividade nas compras pela indústria, deixando o mercado ainda em compasso de espera por algum fator mais decisivo no rumo dos preços.

Sem nada que justifique a retomada do otimismo com os preços no curto prazo, o mercado futuro continua no movimento de queda iniciado na semana passada e todos os vencimentos renovaram suas mínimas recentes, com out/16 sendo negociado abaixo de R$152,00/@, praticamente zerando o ágio com o indicador à vista, nov/16 abaixo de R$154,00/@ e dez/16 abaixo de R$155,00/@, todos caindo mais de R$3,00/@ frente às máximas de duas semanas atrás.

Nessa queda de braço de oferta e demanda bem ajustadas, a tendência maior do mercado seria de estabilidade no curto prazo, já que não há oferta abundante para pressionar as cotações, mas também não há boa demanda que justifique maior agressividade nas compras. A expectativa ainda é de melhora de preços para novembro e dezembro, uma vez que no mercado interno o nível de demanda pode ter uma ligeira melhora, mas o principal driver ainda seria a diminuição da oferta de bois confinados em São Paulo. É bem verdade que os dados da exportação e a queda do dólar têm contribuído para dar uma esfriada nessa expectativa de alta, colocando ainda maior peso na diminuição da oferta para que maiores altas se concretizem.