Depois de mais de 2 semanas de mercado futuro andando de lado e sem nenhuma tendência definida, mesmo diante das seguidas quedas do índice Esalq à vista, o contrato de outubro não resistiu à pressão baixista e rompeu a barreira dos R$90,00/@. Depois caiu para baixo de R$89,00/@, sendo negociado, no fechamento desta edição, a R$88,20/@.
Essa queda do futuro já era de certa forma esperada, frente ao mercado físico mais ofertado pelos animais de confinamento, gado comprado a termo e animais próprios dos frigoríficos. A questão agora é até quando essa pressão no físico vai se estender e até onde ela poderá levar o contrato de outubro.
Analisando graficamente, o contrato futuro teria “fôlego” para buscar patamares mais baixos, já que, como pode ser visto na figura 1, ele fez a formação de um nítido triangulo descendente (traçado em preto) e rompeu o patamar de baixo do triângulo. Isso, segundo a teoria grafista, o deixaria livre para buscar as cotações mais baixas, teoricamente encontrando suporte na linha do triângulo maior, traçado em vermelho.

Independentemente da análise gráfica ser importante ou não, o fato de o índice Esalq e também do contrato de outubro terem caído - mesmo diante de boas notícias como a reabertura do mercado dos EUA para carnes industrializadas, reabertura da Rússia para o mercado de Goiás, novas fazendas sendo habilitadas para exportação para a Europa, dólar subindo, inflação caindo - é sintomático e nos mostra que realmente a entrada de animais confinados é para valer. Resta saber até quando essa oferta continuará relevante, e quais as conseqüências desses fatores para novembro e dezembro, quando a oferta maior é de animais de pasto e o pecuarista com as pastagens melhorando terá mais condições de especular com o boi.
Um forte abraço e até a semana que vem!!!