Nas últimas semanas o mercado do boi gordo tem oscilado bastante, porém sem assumir uma tendência definitiva. Ou seja, ele sobe, depois cai, sobe e depois cai... No fechamento dessa edição, ao meio dia da quinta-feira (14/08), os contratos de outubro e novembro se encontravam com compradores no limite de alta, respectivamente a R$88,73/@ e R$91,95/@.
Os limites de alta e de baixa existem para proteger os participantes do mercado de oscilações muito grandes, que poderiam comprometer o pagamento dos ajustes diários. No caso do boi na BM&F, o limite é 3,5% acima ou abaixo do preço de ajuste de cada contrato. Quando é atingido o limite de oscilação diária do contrato, não se pode colocar ofertas de compra acima do limite de alta e nem de venda abaixo do limite de baixa.
Por exemplo. No fechamento desta edição, quando o mercado atingiu o limite de alta do outubro a R$85,73/@, quem quisesse colocar alguma oferta de compra teria que colocá-la nesse preço, ou abaixo disso, nunca acima. Para o mercado sair do limite de alta, os vendedores teriam que vender todos os contratos ofertados na compra no preço limite. Caso o mercado feche no limite de alta, o próximo limite já válido para o chamado “after market” (período das 17 às 18 horas onde os negócios já contam para o pregão seguinte) será 3,5% acima do preço de ajuste do último pregão.
Esses movimentos recorrentes de alta e de baixa sem apresentar uma tendência definida são conseqüência direta das oscilações do mercado físico, que também não apresenta uma tendência definida.
No mercado futuro, o porcentual de “day trade” (negócios feitos e liquidados no mesmo dia) tem se mantido bastante alto para os padrões do boi, por volta de 50% de todos os negócios realizados no dia.
Também em conseqüência disso, poucas posições novas são abertas ou liquidadas. Por exemplo, no pregão de segunda-feira, dia 11, foram negociados 3.757 contratos ao longo do dia e apenas 9 posições novas foram abertas.
NO MERCADO FÍSICO...
A pressão por queda de preços nos frigoríficos é grande, porém a resistência a entregar bois a preços mais baixos por parte dos pecuaristas também é muito grande.
No último movimento de queda do físico, em julho, a pressão não teve força para trazer o Índice Esalq à vista abaixo de R$90,47/@ (Índice Esalq de 23/07). Depois de chegar nesse preço, o índice subiu para R$93,75 em 05/08. Porém, não se sustentou, e voltou a ceder, sendo cotado no dia 14 a R$90,84/@.
De toda forma, se o Índice Esalq se mantiver acima dos R$90,00/@ nessa segunda onda de pressão baixista, será uma grande demonstração de força do mercado físico.
Forte abraço e até a semana que vem!