Scot Consultoria
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Posição vendida com ajuste máximo conhecido

por Leandro Bovo
15/03/2007 - 10:31
Até agora, 2007 tem sido um ano relativamente bom para os pecuaristas. Boas chuvas, problemas de logística, dificuldade na reposição, falta de bois prontos, etc. etc. etc. Não estou me preocupando muito com o motivo, mas a conseqüência disso tudo foi uma safra firme. Esses preços firmes na safra, associados a um certo sentimento geral de possível “virada de ciclo”, podem gerar no pecuarista um pouco de receio em montar uma posição vendida no mercado futuro, pois caso realmente haja uma grande falta de bois e, conseqüentemente, uma explosão de preços, o ajuste a se pagar na posição vendida tende a ser alto. Todos esses fatores deverão ser considerados antes da montagem da posição vendida. Quando o pecuarista toma a decisão de venda para determinar o resultado de sua operação, ele deve estar preparado para eventuais ajustes. Ao associarmos a compra de uma opção de compra para o mesmo vencimento em que o pecuarista terá a posição vendida, assumimos uma posição mais segura frente a possibilidade de grandes altas no mercado futuro. Vamos ao exemplo prático. COMO LIMITAR O PAGAMENTO DE AJUSTE Supondo que o preço que o pecuarista efetue a venda para outubro seja R$62,00/@ e, como “seguro” contra alta, ele compre uma opção de compra de nível R$65,00, pagando R$1,00/@. Caso o mercado caia, ele somente receberá ajustes (lembrando que a compra de opção não exige nem margem de garantia e nem ajustes diários). No caso de o mercado disparar e no vencimento do contrato atingir, por exemplo, R$70,00/@, ele terá pago R$8,00/@ de ajuste na posição vendida, porém exercerá sua opção de compra a R$65,00/@. Ao exercer a opção, ele estaria abrindo uma posição comprada a R$65,00/@, recebendo R$5,00/@ de ajuste (mercado a R$70,00/@ – R$65,00/@ do nível da opção de compra). Na prática estará liquidando sua posição vendida. Dessa forma, o pecuarista determinou que na operação de venda a R$62,00/@, seu maior desembolso líquido em ajustes será de R$3,00/@. Somando esse valor ao R$1,00/@ que ele pagou pela opção de compra, seu desembolso líquido máximo seria de R$4,00/@. Essa associação entre mercado futuro e de opções gera a oportunidade de obter maiores lucros, aproveitando-se de uma grande alta de preços mesmo estando vendido no mercado. Essa operação não evita o pagamento de ajustes, mas garante que pelo menos uma parte dos ajustes pagos retornará ao pecuarista no exercício da opção. Via de regra, a compra da opção de compra tem que ser feita antes mesmo da montagem da posição vendida, possivelmente num momento de queda dos preços futuros, quando poderíamos comprar uma opção de compra num nível interessante a preços competitivos. Num primeiro momento a idéia de desembolsar R$1,00/@ na compra de uma opção pode não parecer interessante, mas quando usamos opções (de compra ou venda), o que vale é o conceito de seguro. É como diz o ditado: “Seguro tem que ser feito quando não se precisa dele, porque quando você precisar, o seguro já estará feito”. Forte abraço e até a semana que vem!!