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Boi gordo futuro: entre piso e teto, a pontual indecisão

por Raphael Galo
25/05/2026 - 11:50

Amigos, quem olha os preços do boi gordo há algumas semanas enxerga a queda nos preços.

Desde o início da segunda quinzena de abril, vimos os preços caírem R$21,91/@ (6,0%) até o fechamento de ontem.

Porém, como pode ser observado na figura 1, os preços não têm conseguido força para continuar as quedas e têm apresentado baixa volatilidade nesta segunda quinzena.

Figura 1.
Preço da arroba do boi gordo.

Fonte: B3. Elaborado por Raphael Galo.

No mercado futuro, os preços já vinham sendo negociados abaixo do mercado spot no início do mês e, portanto, já indicavam esse possível movimento. Veja na figura 2.

Figura 2.
Preços da arroba do boi no mercado físico e futuro.

Fonte: B3. Elaborado por Raphael Galo.

Acontece que, mesmo com certo estresse nas cotações dos contratos de próximo vencimento por poucos dias, os preços encontraram um “piso” na região dos R$337,00/@. Ali, a força compradora chegou e disse: “Por agora, daqui vocês não passam”.

De lá para cá, os contratos esboçaram uma boa reação (quase R$10,00/@) em poucos dias e agora buscam novos sinais, fundamentos e notícias para se movimentar.

Importante lembrar que os contratos futuros, que trabalhavam abaixo dos contratos spot (físico), inverteram e agora estão negociados levemente acima do spot.

Temos ainda, no curto prazo, um teto de preços na região dos R$347,00/@ a ser superado e, caso a média dos contratos futuros rompa esse patamar, isso pode respingar no mercado físico e voltar a trazer alegrias ao pecuarista.

A certeza no curto prazo é que, com os preços no mercado spot e nos contratos futuros de próximo vencimento caminhando lado a lado, fica uma grande indecisão no ar.

Uma coisa eu posso te alertar: quanto mais tempo esses preços ficarem “indecisos” e sem tendência, maior tende a ser a magnitude do movimento posterior. E este pode ser de continuidade da queda (iniciada na segunda quinzena de abril) ou de alta (seguindo o fluxo fundamentalista).

Você já sabe que esse cenário é o mais propício para adquirir os “seguros de baixa” (a menor volatilidade impacta em menor custo dos prêmios pagos por esse seguro) e, portanto, monitore.

De agora em diante, atenção redobrada aos movimentos dos contratos futuros, pois acredito que, em breve, eles nos darão esse sinal.

Forte abraço e até a próxima!