Amigos, no último artigo (B&C 1696) trouxe um estudo sobre o comportamento, nos últimos 10 anos, dos preços na segunda quinzena de março.
Na data em que escrevi, os preços spot (Cepea) eram R$346,45/@. Dentro do estudo, comentei: “Quando o boi gordo entra na segunda quinzena já acima de R$300,00/@ (como em 2021 e 2025, excluindo o atípico 2022 de correção), a média de ganho sobe para 2,6%”.
Se aplicarmos aquela referência como projeção, poderíamos ter, no final deste mês, preços a R$355,46/@ (R$346,45 +2,6%). No fechamento de 25/3, os preços (Cepea) já eram cotados a R$354,65/@.
Nada mal, não? Com essa “puxada”, os preços spot fizeram, nesta data, o recorde nominal de preços da arroba do boi gordo. Não só no mercado spot, como também no mercado futuro!
Veja, na figura 1, a movimentação na segunda quinzena.
Figura 1.Preços da arroba do boi gordo no mercado físico e futuro.
Fonte: B3, CEPEA Elaborado: Raphael Galo
Veja, no contrato futuro de abril (logo ali), apontando para incríveis R$366,10/@!
Até poucas semanas atrás, era quase impossível alguém afirmar que os preços poderiam chegar a esses patamares (ao menos no curto prazo).
Como já diria uma frase que vi na internet: “tudo na internet fica lá pra sempre”, quero recordar os amigos do artigo redigido em 12/2, para o B&C1691. Nele, eu trouxe um estudo técnico, apresentando possíveis alvos de preço da arroba do boi gordo dentro deste novo ciclo de alta. Lembram?
Ali, mostrei que, se os preços rompessem a barreira de R$355,00/@, poderiam acionar o gatilho para novas altas (não em linha reta! Claro que haverá correções).
Os preços futuros já sinalizam isso! Se vão chegar, é outra história...
Mas que a boa e velha união de estatística, análise fundamentalista e análise técnica tem funcionado de forma assertiva, isso é inegável! Os registros dos artigos não me deixam mentir...
E você? Continua buscando se aprimorar/estudar cada vez mais esses fatores que mostrei para errar menos no seu planejamento? Ou ainda prefere levantar o dedo indicador úmido de saliva para ver para onde os ventos dos preços da arroba vão soprar?
Forte abraço e até a próxima!