• Sábado, 13 de julho de 2024
  • Receba nossos relatórios diários e gratuitos
Scot Consultoria

Mercado físico "amassado em preços", boa oportunidade na curva futura


Quinta-feira, 6 de junho de 2024 - 18h00


Amigos, parece que o otimismo com a arroba do boi em 2024 (ao menos até o momento em que escrevo) não quer aparecer. Maio foi o quinto mês consecutivo de queda nos preços da arroba.


Iniciamos o ano com preços (CEPEA) em R$252,30/@ e encerramos maio com R$221,15/@, ou seja, -12,35% ou -R$31,15/@. Para quem não estava “hedgeado” (travado) até o momento, tem sido um mal negócio.


Como o passado só nos serve de memórias ou aprendizados, olhemos para frente...


Debruçado em mais um dos meus estudos, quero compartilhar com vocês as figuras 1 e 2, onde, nos contratos futuros, identificamos duas distorções mais positivas (julho e outubro) frente à média.


Figura 1.
Contrato futuro do boi gordo na B3, em 3/6/2024.


Figura 2.
Contrato físico, contrato futuro (em 3/6/24) e diferença frente ao contrato físico e futuro.


Nesse estudo, trouxe a valor presente, mês a mês, o preço do fechamento do contrato “descontando” a taxa atual CDI (benchmark de renda fixa) para avaliar a atratividade/margem na atividade perante algo “livre de risco” (se é que isso existe! - risos). E isso mostra o quanto os preços spot/disponível estão "descontados".


Considerando um CDI atual próximo a 0,83% a.m., enxergo boas oportunidades (no atual momento) em operações de hedge.


Apenas como simples exemplo: comprar boi à vista agora e vender contrato futuro de junho (vence no último dia útil do mês) traria uma margem bruta de 4,25% no mês! Isso seria 512% do CDI... Nada mal, não é?


Na minha opinião (lembrando que ela não serve para nada) os contratos futuros de curto prazo estão dando boa oportunidade. Pois, analisando pela ótica de que com clima seco e temperaturas mais frias  podemos continuar tendo boa oferta de animais terminados (devido à piora das pastagens) e, portanto, manutenção da pressão negativa de preços no curto prazo.


Os contratos mais longos também geram margem e isso é ótimo para a perenidade do negócio.


Analisando o momento pecuário atual que estamos passando (inflexão), vendo o preço da arroba do boi gordo caindo a cinco meses e o preço do bezerro subindo a quatro meses, me traz um déjà vu sobre os inícios de ciclos de alta pecuário, e, talvez, isso tracione um pouco mais no último trimestre, gerando melhores oportunidades nos contratos futuros de mesmo período do que nos preços atuais. Mas, isso é uma prosa para outra ocasião.


Para finalizar, os números citados são apenas como estudo e NÃO são recomendações de compra ou venda! Até mais, forte abraço!



<< Notícia Anterior Próxima Notícia >>
Buscar

Newsletter diária

Receba nossos relatórios diários e gratuitos


Loja