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Scot Consultoria

Frigoríficos não encontram espaço para reajustes


Sexta-feira, 9 de maio de 2014 - 15h01

No mercado atacadista, a carne segue sem força para valorizações. São duas semanas de cotações estáveis, mesmo o período sendo considerado o melhor para o escoamento da produção.


Os preços atuais, aliás, estão 0,25% menores que os registrados no mesmo período do mês anterior, na média de todos os cortes.


Este comportamento de dificuldade pontual de precificação sugere que o mercado tenha atingido o teto. Buscando não prejudicar as margens diante das cotações em alta do boi gordo, a indústria vem desde o começo do ano elevando os preços da carne em relação a 2013.


Em um ano o produto acumulou alta de 24,5%. O frango, por exemplo, teve valorização de 18,0%. Isso garante ganho de competitividade da proteína alternativa. Com o nível de consumo atual, parece não haver mais espaço para reajustes. Isso tem mantido a frieza no mercado.


O atacado fica agora na dependência de o varejo estreitar suas margens para poder mexer de forma mais significativa nos preços. Todos os elos estão ajustados. Açougues e supermercados reduziram mais de trinta pontos percentuais a margem de comercialização, em relação a 2013.


As vendas se baseiam em cortes de dianteiro, que subiram 11,5% desde o começo do ano, enquanto os de traseiro tiveram queda de 6,8% no período. A procura segue por produtos de menor valor agregado.




Volume de vendas não permite reajustes 


O pagamento de salários favoreceu as vendas, mas os reajustes impostos na última semana foram pequenos.


Em São Paulo e no Paraná os preços subiram 0,4%, em média. No Rio de Janeiro a valorização foi de 0,7% e Minas Gerais foi o estado com alta mais expressiva, de 1,8%.


Esse cenário de valorizações estreitas na ponta final explica a dificuldade do atacado de impor cotações maiores para a carne. O mercado está ajustado. A oferta de carne este ano está menor que em 2014. O consumidor mostra que o preço da carne segue no limite para não prejudicar as vendas.




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