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Scot Consultoria

Expectativa é de preços melhores para 2010/11, mas custo deve ser maior


Sexta-feira, 22 de outubro de 2010 - 16h00

Queda na produtividade em função de clima menos favorável e demanda firme são alguns fatores que devem manter os preços dos grãos em patamares mais elevados na temporada 2010/2011. No mercado físico brasileiro, o milho está 27% mais caro em relação ao início do ano e a soja grão se valorizou, em média, 14% no período. A alta de preço tem, inclusive, antecipado a comercialização da soja 2010/2011 em plantio no país. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), 36,2% da produção de soja esperada para o estado havia sido comercializada até o final de setembro. Na safra anterior (2009/2010), nesse mesmo mês, a comercialização do grão atingira 22,5%, 13,7 pontos porcentuais a menos. Apesar da expectativa de preços melhores para o produtor, o custo de produção neste ciclo deve ser maior. Os fertilizantes e corretivos, que representam de 40% a 50% do custo operacional da soja, estão pesando mais no bolso do produtor em 2010. O calcário agrícola está 20% mais caro que em 2009 e os fertilizantes, considerando a média de todos os produtos pesquisados pela Scot Consultoria, estão custando 10% mais. Apesar das sacas do milho e da soja terem se valorizado, a média dos últimos meses é menor que a verificada em igual período do ano passado. A relação de troca entre a soja grão e o fertilizante, no caso o superfosfato simples, mostra justamente essa questão do custo maior em 2010. Tomando como base a região de Rancharia, em São Paulo, atualmente são necessárias 14,2 sacas (60kg) de soja para a aquisição de uma tonelada de super simples. Em outubro/09 essa relação era de aproximadamente 11 sacas por tonelada do fertilizante, 29% menos. Veja a figura 1.

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