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Plantas resistentes à água salgada

Terça-feira, 15 de maio de 2007 - 09h40

As plantas são capazes de detectar o grau de salinidade do solo e se defender dela, uma descoberta que poderia, por exemplo, se traduzir na criação de um gramado transgênico que poderia ser regado com água salgada.

Segundo um trabalho dirigido pelo espanhol Armand Albert, publicado no dia 12, na revista Molecular Cell, as plantas são capazes de desenvolver mecanismos de defesa contra as agressões externas como o excesso de sal, a ausência de água ou a falta de nutrientes no solo.

O pesquisador e sua equipe, que trabalham no Instituto de Química Física Rocasolano do Centro Superior de Pesquisas Científicas, entendem que a descoberta permitiria, por exemplo, usar água salgada para regar gramados em áreas com escassez de água doce.

As plantas detectam e se defendem dos estímulos externos mediante um mecanismo molecular, no qual atuam as proteínas quinase e fosfatase, que se organizam para receber os estímulos ambientais e transformá-los em um sinal químico que desencadeia a resposta observada.

O excesso de sódio no solo é tóxico para as plantas e desajusta o equilíbrio entre os diferentes sais necessários para um crescimento normal. Em situações de estresse salino, as plantas devem manter as concentrações intracelulares de sódio baixas.

Para alcançar este equilíbrio, a quinase e a fosfatase colocam em andamento um transportador na membrana celular que bombeia o excesso de sódio para fora da célula, restabelecendo assim o equilíbrio salino da planta. A importância da descoberta se deve, basicamente, à identificação da estrutura atômica das proteínas e dos determinantes moleculares que afetam o processo.

Graças a esta descoberta, será mais fácil realizar uma busca sistemática de espécies naturais que apresentem alterações nestas proteínas, ou preparar vegetais transgênicos que sejam hiper-resistentes ao sal. A pesquisa foi realizada com a Arabidopsis thaliana, mas é aplicável a outras plantas, como o arroz e a soja. (Efe/ Terra)


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