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Mercado nacional – consumo de fertilizantes

Sexta-feira, 29 de junho de 2012 - 13h32

As entregas de fertilizantes seguem em crescimento com relação ao ano anterior. No quadro abaixo podemos verificar que em maio/2012 as entregas foram 9,2% maiores que no mesmo mês do ano anterior e no período de janeiro a maio acumula um aumento de 8,5%.



O ritmo mensal segue muito bem alinhado com o ritmo do ano anterior como pode ser visto no gráfico abaixo e considerando as informações de que há uma grande quantidade vendida a ser entregue, o ritmo deve ser mantido com aumentos sucessivos nas quantidades mensais.



O destaque continua sendo para o volume de entregas nos estado do Mato Grosso que atingiu 1.827 mil toneladas, vindo a seguir São Paulo com 1.470 mil toneladas. No Paraná já foi entregue 1.215 mil toneladas e em Minas Gerais 1.008 mil toneladas. O consumo até o momento foi impulsionado pelo maior plantio de milho safrinha, principalmente no Mato Grosso e Paraná e pela renovação e melhor tratamento aos canaviais.


Importações e mercado internacional


O total das importações no período de janeiro a maio ficou abaixo do mesmo período do ano passado. Em parte devido ao maior volume dos estoques ao final de 2011 e também por uma negociação mais lenta das aquisições na espera de melhor definição dos preços no mercado internacional.


Os dados divulgados pela Anda indicam um volume total de importação de 5,7 milhões de toneladas, enquanto no mesmo período no ano anterior este volume foi de 7,4 milhões de toneladas. Apesar de ser esperado que neste ano ocorra uma redução no volume das importações por conta dos elevados estoques e do aumento da produção nacional, a necessidade de importação nos próximos meses torna-se maior e isso proporcionará maior pressão dos fornecedores por aumentos de preços e também um maior risco de elevar as despesas nos portos, como já vem ocorrendo em Paranaguá, onde se acumula um volume enorme de fertilizantes a ser descarregado.


O gráfico a seguir mostra os valores médios FOB dos produtos descarregados em 2012 e já podemos notar o aumento do valor médio dos fertilizantes fosfatados e de cloreto de potássio e que se refletiram de forma bem evidente nos preços dos fertilizantes a partir de maio.



Relações de troca


O aumento dos preços dos fertilizantes, principalmente a partir de maio, já mostram uma perda do poder de aquisição da maioria das culturas, sendo a soja uma exceção como poderemos ver nos dados a seguir.


A comparação do valor médio FOB das importações realizadas com os preços agrícolas pagos mostram esta perda e que podemos visualizar nos gráficos a seguir tomando como exemplo os preços de milho, onde notamos uma linha crescente indicando a necessidade de mais sacos de milho para adquirir uma tonelada de ureia e que vinha sendo favorável ao produto agrícola nos últimos anos.



O mesmo pode ser visto com relação ao MAP no gráfico a seguir.



Como comentamos, a situação continua favorável para a cultura da soja, graças aos bons preços alcançados para este produto agrícola. Uma comparação direta com os principais fertilizantes utilizados por esta cultura em algumas regiões do Mato Grosso mostram que no momento a relação de troca encontra-se nos patamares mais favoráveis no período de um ano. Isso certamente fará com que a soja continue liderando e definindo o rumo do consumo de fertilizantes, apesar das perdas que devem ocorrer no consumo por outras culturas.



No gráfico podemos ver que para a aquisição de uma tonelada de 00-18-18 em Rondonópolis no momento são necessárias 19,31 sacas enquanto em junho/2011 era necessário o gasto equivalente a 24,97 sacas.


Para a compra de uma tonelada de cloreto de potássio o produtor desembolsa o equivalente a 24,27 sacos e já havia atingido a marca de 32,14 sacos no mês de dezembro/2011, período final do pico de consumo no plantio anterior.


Essa situação mostra uma condição favorável para a aquisição antecipada do fertilizante para o plantio da próxima safra e que vem sendo bem aproveitada pelos agricultores estimando-se que acima de 90% da necessidade de fertilizante para o plantio da próxima safra de soja já está adquirida no Mato Grosso.


Resta acompanhar de perto a situação das outras culturas e que devem se definir nos próximos meses.



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